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terça-feira, maio 05, 2009

Babel - BLAVINOS (o que são)

terça-feira, maio 05, 2009





Imagem: Ju Blasina









Linguagem


Que nos arrasta

Ora afasta, ora aproxima


De todas as línguas mal faladas

Das mortas, das vivas, das fusionadas

Das mudas, mutáveis, das questionáveis


Só me interessa aquela que troco, que toco contigo


A língua das noites em sonhos românticos

A língua das rimas em versos cânticos

A língua da boca tua na minha


Que se funde e nos confunde

Friccionáveis, flexionáveis


Libertinagem





BLAVINOS - Quando, como e o quê?

Entre conversas e delírios poéticos que só a madrugada produz, nasceu o BLAVINO - um velho sonho que só ganhou 'versos' graças ao meu cumpadre V. (o mestre em sonetos Volmar Camargo Junior).

E este(acima)é o meu primeiro Blavino, da série que está procriando em minha (e outras mentes) feito 'gremlins na água'!
(risos, desculpem, mas não pude evitar a comparação engraçada).

Mas foi o V. o primeiro a produzir um 'Blavino' - Veja em:

Blavino nº1 - Colheita - http://restodecafefrio.blogspot.com/

Aí vai um resumo básico das regras de construção 'Blavina' por nós criadas:

- número de estrofes: 7

- numero de versos: 13 (distribuição: 1-2-3-1-3-2-1)

- Forma: o poema deve começar e acabar em uma palavra, crescendo até o verso 7 (central e maior) e decrescendo até o final, ficando com essa 'carinha' triangular.

- Estas regras compreendem apenas o que chamamos de "blavino clássico"

- O "blavino heróico" deve ter ainda, além das características básicas, um decassílabo heróico: 10(6-10) como verso central.
[dez sílabas, acentuando-se a 6ª e a 10ª]

* Segundo o V. - "o blavino perfeito seria aquele que pode ser lido na ordem direta e na ordem inversa perfeitamente" - A gente chega lá...

3 comentários:

Ju Blasina disse...

(Realocando os comentários junto à postagem)

Em 1 de Maio de 2009
Compulsão Diária disse...

Tá lindo este seu. Muito, muito lindo mesmo.

A língua das noites em sonhos românticos

A língua das rimas em versos cânticos

A língua da boca tua na minha


Que se funde e nos confunde

Friccionáveis, flexionáveis

Escreve, Ju Blavia, Blasina, Giulietta Masina..sei lá..ando órfã da poesia. Tá foda

Ju Blasina disse...

(Realocando os comentários junto à postagem)

Em 1 de Maio de 2009 (17:40)
Alian disse...

Não sou especialista em poesia muito menos em sonetos blavinos. Por ser músico , me arrecada ,sim, a sonoridade e a harmonia. Esta se ersprais pelos verso do soneto.

Parabéns , irmazinha!

Renata de Aragão Lopes disse...

Lindo e original soneto!

Tomei a liberdade de escrever um blavino e publicá-lo em meu blog. Lá mesmo lhe dei os parabéns pela idealização da forma.

Um abraço.

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