O que você encontra aqui:
Crônicas - publicadas no caderno Mulher Interativa do Jornal Agora (RS) - Contos e Poesia, dos mais variados tipos, incluindo Videopoemas, Poemas Blavinos e o que mais surgir nas madrugadas da vida. Na barra lateral, boas dicas de literatura em Vitrine Literária & Escrevo ou Espio. Agora que já sabes o que esperar do P+2T, Boa lida!
O exercício mental é válido, mas no fim de tudo o que fica é o sentimento.
Deixe aqui o seus comentários ou envie mensagens para jrblasina@yahoo.com.br e, se preferir, acompanhe as atualizações via E-mail, Twitter e/ou Facebook [clique].
Atenção: Todos os textos aqui publicados são de autoria de Ju Blasina.
Este blog é melhor visualizado em Firefox.
O exercício mental é válido, mas no fim de tudo o que fica é o sentimento.
Deixe aqui o seus comentários ou envie mensagens para jrblasina@yahoo.com.br e, se preferir, acompanhe as atualizações via E-mail, Twitter e/ou Facebook [clique].
Atenção: Todos os textos aqui publicados são de autoria de Ju Blasina.
Este blog é melhor visualizado em Firefox.
Onde quer que seja
![]() |
| Art by Sabine Pieper |
O tempo me chega
pelos
ouvidos
e me pega
pela mão
como se eu fosse
uma criança
perdida
numa casa vazia
não fossem os móveis
pouco a pouco
descobertos
de seus panos
quentes
brancos
para que (?)
novamente possam ser
(re) cobertos
daquilo que o vento traz
daquilo que a gente faz
e que o tempo permite
que se acumule
estaticamente
esteticamente
sobre eles, sobre nós
há histórias
a se contar
e hoje o tempo me chega
pelos
ouvidos
e corre por mim
das pontas dos cabelos
a dos dedos dos pés
...
ela diz [a voz
do tempo me soa
feminina]
ela diz ter
olhado sempre
por mim
mas desconfio
que a verdade seja
"para mim"
e ela me viu
ser e mudar tantas
e tantas vezes
de móveis, de gosto
de rostos em espelhos
e porta-retratos
ela mantém a conta
ainda que não se queira
pagar para ver
ela me faz lembrar
de um tempo
que já se foi
e não sei
se sinto por ele
algo
além da dor
do lembrar
e não saber
...
enquanto ela canta
eu vago pelos cantos
como os fantasmas
de um passado
que agora se faz
presente
a casa era a mesma
mas eu
era outra
e dançava sozinha
sem medo de conter
lágrimas e passos
de ida
de vinda
de dança
...e ela cantava
e canta
enquanto eu sigo...
a casa era outra
mas eu
era a mesma
e com ele dançava
como se fosse a última
música
sem saber ou querer saber
se estavam fazendo aquilo
se estavam fazendo aquilo
do jeito certo
rodopiando seguimos
a eterna dança, enquanto
ela canta e sempre cantará
quando quer
que seja, onde quer
que se esteja.
This entry was posted on 11:58
and is filed under
memórias
,
música
,
passado
,
poesia
,
tempo
.
You can follow any responses to this entry through
the RSS 2.0 feed.
You can leave a response,
or trackback from your own site.
Posted on
-
0 Comments
Assinar:
Postar comentários (Atom)














0 comentários:
Postar um comentário