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sábado, janeiro 17, 2009

Poesias Parte 1 - Corações Negros

sábado, janeiro 17, 2009
Inverno da Alma
O ar frio que invade o corpo
Renova, resfrias
Toma conta da alma
Quebra, esvazia,
Transforma
O que era claro, escurece
O que era firme, estremece
Camas quentes, dias frios
E quando toda a noite amanhece
O que era belo, entristece
E o corpo retorna ao seu estado vazio
O ar frio que invade o corpo, então invade a alma...




Alma obscura
Olhar sem brilho
Corpo sem sombra
Dia sem luz.
Oh chuva, lagrimas do céu
Banha-me com sua tristeza,
Quero sofrer por sua dor
Para esquecer de minha própria.
Oh sol, ilumina-me com sua luz,
Aqueça-me com seu calor.
Quero sorrir por sua alegria,
Pois até minha alegria é triste.
São tantas as coisas que me assombram
Que prefiro ser vazia.
Oh mundo, deixe-me só!
Oh Deus, leve-me daqui agora,
Ou então, esqueça-me!



Corações negros
Fluem do vazio
Do escuro,
Da solidão.
Corações negros fluem
De passados remotos
E futuros distantes.
Lágrimas secas
E corpos frios.
Camas vazias,
Inverno.
Corações negros.



Angustia
Tudo que eu queria era esquecer
O teu nome, o teu rosto
Nunca mais te sentir em mim
Esquecer o teu sorriso
O brilho dos teus olhos
Tirar este grito da minha garganta
Nunca mais te encontrar em meus sonhos
Não dormir nem acordar
Pensando em ti...
Não ter sido tão feliz contigo,
Nem tão triste assim,
Simplesmente não ter sido.
Não sufocar mais as lágrimas
Nem sentir tanto a falta do teu abraço
Sou como uma fotografia num livro antigo
Congelada no tempo
Nas lembranças frias
Sou a sombra de um passado feliz
Que nem ao menos foi real...



A Fortaleza do medo
O sangue que jorra das veias é tão puro
quanto a lágrima que cai dos olhos
Conseqüência: dor
Deixe-se amar, e serás ferido
Deixe-se conhecer, e serás traído
Não fuja nem finja
Não reaja nem lute
Apenas esconda-se, feche-se
Não espire nem pisque
E nunca dê as costas
Ser vulnerável é ser verdadeiro
Lembre-se que se não houver vítima, jamais haverá crime
A máscara protege mais que a espada.



Não me olhes
Por que me olhas, se não me vês?
Não me encare de olhos fechados
Nem pergunte, sem querer respostas;
Não sou carne, sou alma,
Não sou pés, sou asas,
Dispenso este sorriso cínico,
E estas palavras gentis, por obrigação.
Não falo sua língua,
Você não interpreta minha arte,
Não dança minha melodia,
nem sequer a ouve...
Mas então lhe pergunto:
O que estamos fazendo aqui?
Não entre na minha vida pelo elevador...
Nem espie pela janela...
Na maioria das vezes eu nem estou aqui...


Ilustrações: Jairo Teixeira

Máscara
Quero viver, mas não consigo.
Todos os dias parecem noites escuras para mim.
O medo de sair de minha prisão
Me torna cada dia
Mais distante de tudo o que planejei.
Tenho sonhos que nunca realizarei,
Trabalhos que nunca terminarei.
Passarei a vida inteira correndo atrás de algo
Que está fixo a minha frente.
É assim que sou,
É isto o que eu sinto.
Estou aprisionado dentro de mim
Como um pássaro que não pode voar,
E esta é a pior de todas as prisões:
A prisão dos sentimentos,
Dos pensamentos.
Penso na música,
Mas não posso cantá-la;
Penso no beijo,
Mas já não sinto seu gosto.
Vivo de passado, de lembranças felizes,
Por medo de que o futuro
Não seja tão feliz assim.
Não tomo decisões
Por medo de me arrepender.
Não vivo,
Por medo de morrer.



Ilusão
Não quero jogar fora este pote vazio
Olho para ele e tento ver
O que já não está lá;
Sinto-me nadando contra a correnteza
Num esforço imenso
Sei que se desistir,
Nunca mais retorno aqui
Tento encurtar a distancia
Que cresce cada vez mais
Caminho sobre cacos de vidro
Tentando não quebra-los...




The End
O filme acabou e eu continuo aqui
Sentada neste cinema vazio... cheio
De mortos a me vigiar
Vejo os dias passarem
Dia-noite-dia...
Oh, Hoje choveu e é só
Uma palavra falsa ou um sorriso tolo
Beijos sem sabor e é só
Mãos que me tocam
E eu já nem sinto mais
É tudo tão... falso, vazio
Máquinas com vida média,
Programadas,
Só esperando pelo dia, o grande dia
Quando a carne apodrece
E o mundo pára de girar
E depois? Que depois?´
Hei, acorde, é só
O filme acabou e você nem notou.

Quem me dera
Quem me dera ser viva
Para assim poder morrer
Quem me dera estar morta
Para assim não lembrar,
Nem esquecer
Quem me dera ser cega
Para que meus olhos não te procurassem
Quem me dera ser muda
Para não chamar o teu nome
Quem me dera sentir dor
Para não pensar em mais nada
Quem me dera ter jamais existido
Não ser, não estar, não sentir
Queimar, para odiar o calor
Quem me dera um dia lembrar
De te esquecer...



Insano
Você acredita em vida após a morte
Ou morte após a vida?
Deus, anjo da guarda e alma gêmea?
Talvez acredite até no amor...
Seu tolo
Mas quando as mãos te percorrem
E a boca te procura
você sente o fogo que queima, enlouquece.
Sangue, suor e saliva,
A voz ofegante, o êxtase.
Amor? Não venha me falar de amor
Você acredita no sexo...
Na fome, na sede e na dor
Tolo... sentimentos são frutos
De uma mente insana
Procurando um ponto fixo
Num horizonte infinito
Um dia você dorme e não acorda mais...
E no mundo dos sonhos só os vermes vão te visitar
Você procura algo sabendo que nunca vai encontrar
E corre atrás daquilo que deixou pra trás
Não acredito naquilo que não posso ver
A verdade está diante dos olhos
Não a mistérios a temer
Não há mistérios
Não há
Não?
Há?


Ilustrações: Jairo Teixeira

Endoparasita
Sai de mim, praga que me consome,
Verme das minhas feridas
Ainda estou viva, ou ao menos
gostaria de estar...
Não sei se és uma chaga
Que já faz parte do meu corpo ou
se sou eu quem não te deixa curar, pois
Tua dor é o que me faz acordar e saber
Que ainda estou aqui
Ou se és uma síndrome congênita
E todos os meus esforços serão em vão.
Só sei que penetrastes em mim
De todas as formas imagináveis
Filho indesejado que não posso abortar
Me deixe viver ao menos um dia
Sem esta navalha que me
corta aos poucos, cirurgicamente
Não me enterre viva
Eu ainda quero ser...
Eu ainda quero estar...
Eu ainda quero...
Já nem sei o que.




Muito obrigado
Pelos cartões que nunca recebi
Por todas as palavras mudas
E pelos beijos secos
Por tantos momentos de solidão
Muito obrigado
Por nunca estar comigo
Quando mais precisei de ti
Por nunca ter me amado o suficiente
Para me fazer feliz
E por nem ao menos ter tentado
Te agradeço
Por me fazer desistir do amor
De te amar
De tentar...

Intensidade
Te amo tanto...
Te amo tanto que te odeio!
Odeio o teu não sei,
Não estar,
Não ser,
Não amar...
Odeio o teu tempo,
Teu sorriso,
Tuas noites de sono,
Tua distância...
Odeio tudo o que te faz tão feliz,
enquanto eu morro por te amar.
Te amo tanto que dói...
Te amo tanto...

O que restou de mim
Me sinto só,
Ausente de mim.
Flutuo perdida
Feito pluma em vendaval,
Amarro minhas próprias mãos,
Como quem corta os pulsos na tentativa de evitar a morte da alma...
Corto minha língua,
Mas as palavras mudas são
Fantasmas em minha cabeça,
Assombrações insistentes...
Queria sair daqui, ficar vazia,
Esquecer, matar meus mortos.
Hoje, todo o sentido acabou,
Hoje, queria ser tua, mais do que minha,
Mesmo que isso não durasse nada,
Mesmo que isso não levasse a nada,
Pois nada, foi tudo o que restou de mim.



Vazio
Em minha mente,
Pensamentos flutuam,
Mas as palavras calam,
Em meus olhos formam-se imagens, mas não consigo ver.
Em meu coração um sentimento trancado, marcado pela solidão,
E minha vida está cheia de lembranças vazias...
Sou amiga de mim mesma,
E enxugo as lágrimas
Que ainda nem forma derramadas
As que não consigo derramar.
Quanto mais se aproximam de mim, mais sozinha me torno
E a cada sol do amanhecer,
escurecendo-se vai a minha luz...
tenho saudades do que não vivi,
e me arrependo por tudo que não fiz
Vivo em um lugar quem não conheço
E amo a pessoas que nuca vi
Temo perder aquilo que nunca tive
A solidão é minha companheira
E apaga minhas mais belas lembranças
Sinto que chegará o dia em que
a dor será tanta que me fará sorrir...
E para livrar-me da dor,
Serei alguém que nunca fui
Então, sentirei falta de quem hoje sou,
E de todo este abismo que habita em mim...



Quando as palavras secam
O que dizer
Dizer nada,
Dizer o silêncio,
Falar palavras mudas,
Falar com os olhos,
Calar.
Pra que dizer?
Pra mudar o imutável
Explicar o inexplicável,
Dar voltas sem sair do lugar,
Colar os cacos,
Gritar a ouvidos surdos,
Brigar com o tempo.
Acordar as lembranças esquecidas,
Lembrar para esquecer.
Perdoar o imperdoável e insistir...
Até que o destino vença
e a derrota seja saboreada
Como um veneno,
Que seca e emudece,
E enfim, só resta calar...

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