Trago
Segredos
Em meu coração
Trago em silêncio
Um peso tamanho que
Diariamente me esmaga o peito
Trago-te, consumo te inteiro, embriago-me
Em migalhas e restos, disfarces
E versos esparsos, remotos.
Em distantes trajetos
E constantes
Segredos
Trago-te

Silêncio
É lâmina
afiada, navalha
fria como a noite,
silenciosa e turva neblina.
Véu de dor persistente, permanente
Como perder aquilo que não se tem (?)
Patético medo vazio. Se nada sou,
por que tanto me temes? Será
que sequer me tens?
Lágrimas caem e
quebram o/no
Silêncio
Segredos
Em meu coração
Trago em silêncio
Um peso tamanho que
Diariamente me esmaga o peito
Trago-te, consumo te inteiro, embriago-me
Em migalhas e restos, disfarces
E versos esparsos, remotos.
Em distantes trajetos
E constantes
Segredos
Trago-te
Trago-te (nº11)

Imagem: Milo Manara
Silêncio Mortal (nº10)
Silêncio
É lâmina
afiada, navalha
fria como a noite,
silenciosa e turva neblina.
Véu de dor persistente, permanente
Como perder aquilo que não se tem (?)
Patético medo vazio. Se nada sou,
por que tanto me temes? Será
que sequer me tens?
Lágrimas caem e
quebram o/no
Silêncio
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