Balões parecem-me
Tão felizes
Coloridos, lustrosos
Pairando alto
Flutuando leve
Subindo ao céu
Tão belos ao longe
Tão cheios
De cor, de ar
De vida, talvez.
E só quando estouram
Revelam o interior
Tão vazio e oco
Seu corpo já
Frágil, disforme
E morto
Às vezes sou só
Um balão
Cuja corda dou
Em tuas mãos
Cuja beleza deixo
Aos teus cuidados
Ao teu olhar
Cuja vida depende
Do teu ar - infla-me!
E te darei em troca
Minhas cores e
Meu feliz estar,
Pra nele te alegrar
Segure-me firme,
Mas não muito
Amarre-me forte
Mas nem tanto
Não quero
Subir ao céu
Nem quero
Romper-me ao chão
Quero ter só
O brilho das cores
Do teu balão
Tão felizes
Coloridos, lustrosos
Pairando alto
Flutuando leve
Subindo ao céu
Tão belos ao longe
Tão cheios

De cor, de ar
De vida, talvez.
E só quando estouram
Revelam o interior
Tão vazio e oco
Seu corpo já
Frágil, disforme
E morto
Às vezes sou só
Um balão
Cuja corda dou
Em tuas mãos
Cuja beleza deixo
Aos teus cuidados
Ao teu olhar
Cuja vida depende
Do teu ar - infla-me!
E te darei em troca
Minhas cores e
Meu feliz estar,
Pra nele te alegrar
Segure-me firme,
Mas não muito
Amarre-me forte
Mas nem tanto
Não quero
Subir ao céu
Nem quero
Romper-me ao chão
Quero ter só
O brilho das cores
Do teu balão
Pintura de Luís Ralha
Comentários
Pra ti, o céu não é o limite.
Te admiro e te gosto, Dinda.