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domingo, abril 26, 2009

O Sopro do Vento - Poesia

domingo, abril 26, 2009 1








Imagem: Dave McKean











Já não me sou há tempos
Já não me conheço bem
Já não me sopram os ventos
Viver é algo além

Algo além dos horários
Calendários, dicionários
Algo além do pensamento
In agonia, on sofrimento

Viver é algo além de um momento
Que já nem quero, já nem sei
Tamanha a espera que joguei
Meus bons momentos ao sabor do vento

Corri – ante ao caminhar
Perdi – calma pra esperar
Sofri – muito até chorar
Menti – fingindo acreditar

Que a vida é mais que um momento
Que o sono não é um tormento
Que o meu tempo fluiria lento
Que a morte é mais que um lamento

Que ecoa e lentamente voa
No sopro do vento

sexta-feira, abril 24, 2009

Fruindo - Poesia

sexta-feira, abril 24, 2009 0

Salafria - Poesia

Entrei
Na sala cheia
De olhos
Vazia - de mim
Estranhas expressões
Entranhas – sensações
Serão eles ou serei eu?
Será quem, enfim?
Titubeei, mas entrei
Ainda assim
Senti o frio
Dos seus olhos
Enchendo
O meu vazio
Sem fim
Estou aqui
Brilho no escuro
Visto vermelho
Inspiro o não puro
Imploro um conselho
Há tantos corpos vazios
Nessa sala tão cheia
Do nada
Olho ao espelho
E temo aquele olhar
Sei que estou aqui
E custo a acreditar
Ouço então o pulsar
Das veias
Sinto em vão o quebrar
Das teias
Entrei
Sabendo que em breve,
Chegaria ao fim
Vou partir desta
Sala tão fria, tão leve
E pequena
Tão cheia de gente
E cadeiras
Vazias.
Não sobrou espaço
Nesta sala fria
Pra mim
É uma pena!

Imagem: Valentina - Guido Crepax

quinta-feira, abril 23, 2009

Poesia - Estranhas Entranhas

quinta-feira, abril 23, 2009 2
Não quero saber-me por dentro.
Estranhas entranhas me causam tormento.
Nem quero me saber por cima
Olhando de perto ninguém me imagina.
Prefiro o saber-me do mundo da rima.












Imagem - Gerald Brom

sexta-feira, abril 17, 2009

Poetrix: Fenestra

sexta-feira, abril 17, 2009 0


























Imagem: David Mack
Nota: Por favor, ignorem a montagem - isso não é e nunca foi um Haiku!
Uma hora dessas eu faço uma nova, ok? Beijus.

CRÔNICA - Um beijo para você

















Publicada pelo Jornal Agora em Abril/2009. Ilustração: Lorde Lobo


É comum se ver nas ruas casaizinhos jovens entrelaçados, sem pudor, em intermináveis beijos cinematográficos. Isso é tão bonito! Lembra os bons tempos em que um beijo era um fim, e não um meio - quando um beijo bastava - não um beijinho qualquer, mas “o” beijo, um bom beijo, daqueles de tirar a mente e os pés do chão, tirar o ar, desidratar!

Bons tempos estes que duram até a introdução (palavra apropriada) de um novo conceito em nossas ingênuas vidas: 
Muito Prazer – o Sexo! 
Mais um caso onde “a ignorância é uma benção”. Daí em diante tudo muda. E o beijo, nunca mais tem o mesmo sabor. Torna-se “apenas um beijo” - etapa interrompida de um ato incompleto, agora predileto!

Um provérbio oriental define o beijo como “o primeiro sopro dos ventos que estremece a flor e que, muito em breve, se torna insuficiente” – bonito, sutil – mas talvez você prefira uma metáfora mais divertida, como descreve o personagem Chandler da aclamada série de Friends:

“O beijo é o comediante que anima a platéia antes do grande show. Os homens assistem ao comediante, ansiando pelo espetáculo principal. Ao final, levantam-se satisfeitos, aplaudem e vão embora, enquanto as mulheres permanecem sentadas, torcendo pela volta do comediante”. 

Considerando “homens e mulheres” como metáfora para pessoas práticas e românticas, respectivamente e independente de sexo, a piada ganha mais valor!

E o que dizer do beijo por obrigação, formalidade? Aquele que se troca em chegas e partidas, sem emoção, sem saliva. Amigos trocam-se bitocas como antes se fazia com figurinhas ou papéis de carta. E assim, o beijo se torna “lugar comum”. Torna-se tão corriqueiro que, com o passar do tempo, acaba muitas vezes sendo sonegado ou mesmo esquecido, entre os amantes de longa data, de toda a vida.

O que ocorre é a desvalorização do beijo, ou seria sua supervalorização?

Depende do ponto de vista:
1. Guardá-lo para a intimidade, para os momentos especiais pode ser uma forma de fazê-lo algo ainda mais precioso e especial – economizando!

2. Administrá-lo em pequenas porções periódicas, distribuídas aos montes, diariamente repetidas – pode ser outra forma de mostrar o seu valor: esbanjando!

As origens do beijo são incertas. O naturalista inglês Charles Darwin acreditava que o beijo era uma evolução das mordidas que os macacos davam em seus parceiros, nos ritos pré-acasalamento (que afetuoso). Alguns dizem que o beijo surgiu das lambidas que os homens das cavernas davam na pele de seus companheiros em busca de sal (um tanto nojento), outros, do costume dos povos de regiões frias, em soprar dentro das narinas e bocas de seus semelhantes para esquentá-los (ainda nojento, mas afetuoso). 

E a teoria mais difundida afirma que o beijo surgiu do gesto de carinho das mulheres das cavernas que mastigavam o alimento e o colocavam na boca de seus filhos pequenos, assim como de amigos ou parentes doentes (nojento, mas nobre). Na Idade Média o beijo na boca representava uma espécie de contrato entre o senhor feudal e o vassalo (do tipo “dou minha palavra” – e um carinho de brinde).

Enfim, resumidamente pode-se dizer que o beijo surgiu de forma nojenta, para manifestar cuidado e afeição e, por sorte, evoluiu bastante, desde então: O kama sutra descreve 30 diferentes tipos de beijos – eu me pergunto: pra quê? Se o melhor dos beijos é aquele originado entre amantes – não requer técnica nem raciocínio, apenas bocas e sentimentos!

De que vale a informação de que, num beijo movimentam-se mais músculos que se julga ter no rosto e trocam-se mais saliva e bactérias do que se gostaria de saber? O importante é que ele queima calorias, acelera os corações – o anatômico e o metafórico – e estimula a liberação de hormônios, que resumidamente nos tornam mais felizes. Então: Que venham as bactérias! Aos montes!

No dia 13 de abril é comemorado o dia do beijo – Se pra você passou em branco, tudo bem - corra até a boca preferida mais próxima e comemore, com juros, salivas e muito sentimento!
Só não nos responsabilizamos pelos efeitos provocados.
E um beijo para você, leitor!

Poesia - Embrulho

A cada dia mais embalada
Disfarço as marcas da vida
O que trago em mim? É nada
Só me deixe/ bem/ envolvida.

Três camadas de plástico-bolha
E o meu orgulho ainda caindo
Se o papel fosse feito de folha
Eu, na certa, estaria sumindo

Hoje é um dia duro, daqueles
Em que o mundo real me evita
Vou refazer-me o belo embrulho
Preciso de um laço de fita...

Poesia - Descobrindo






Imagem: Sienkiewicz








Olhei de perto, por baixo, por dentro.
Olhei demais: Descobri minhas dúvidas!
Criei um tormento: O frio do não saber.
A fome do inquerir - A sede por conhecer.
Um dia hei de saná-las e enfim, satisfazer
a ânsia e a incerteza
que morrem no aprender.

Lesmiando - poesia

terça-feira, abril 14, 2009

Poetrix - Descobrindo

terça-feira, abril 14, 2009 0







Imagem: McKean

segunda-feira, abril 13, 2009

A breve canção do verdadeiro amor

segunda-feira, abril 13, 2009 0
Ai que saudades que eu sinto de você...























Não desta que me espeta com olhares de ameaça
Mas daquela outra, por quem perdidamente me apaixonei
A qual em tudo achava graça
Do cabelo preso, simplesmente,
Do riso solto, do beijo doce, do corpo quente
Será que a perdi? Onde será que a deixei?

O que fizeste com ela?
O que fizeste de mim?
O que fizeste de almoço?
Só o que tem na panela?
Meu salário chegou ao fim
Dê-me então um pão com mortadela

Viveríamos de amor,
Se tivesse uma porção
Pra nós dois - ou só pra mim
Mas acabou
O mês, a paixão, o feijão
Só restou o arroz

Coma-o, antes que esfrie!
A gente conversa depois
Depois do banho
Depois da briga
Depois das pazes e despedidas
Depois, bem depois...

Ao menos nossa cama
Ainda é quente - o leite
Ferveu, a água se foi
Se foi o tempo, se foi a calma,
Pesou a mão, Ficou o peso
No corpo, na alma
E no coração
Nem tudo é metáfora não!

Por isso ouça com atenção
As velhas
Canções cafonas
Que colorem com carinho e ardor.
Ninguém quer dançar sozinho
as verdades desta breve
canção de amor!

Ilustração: Steve Adams

In.Versa - Poesia

À saber
Em verso ou prosa?
Prefiro o antúrio ao lírio
O lírio à rosa
A rosa ao espinho:
O augúrio da flor.

Lamurio ou martírio?
Adoro um delírio!

Saberes, sabor?
O doce ao amargo
O amargo ao azedo
O azedo ao nada
O nada ao medo

Temer, Pavor?
Temo - coisas inevitáveis
Evito - vidas concebíveis
Concebo - idéias improváveis
Provo - medos imensuráveis

Peço
Pra escapar deste inferno
Que criei sob medida

Meço
Meu pequeno espaço interno
Faço nele a minha vida

Viver, sentir
Rimar, fluir
Em prosa ou verso?
Faço sempre o inverso
Alongando as medidas
Flor.e.ando as saídas.

Imagem: David Mack

sábado, abril 11, 2009

Poesia para um ser qualquer

sábado, abril 11, 2009 0
Por que falas? Se nada tens a dizer
E aquilo que tanto falas
Tão pouco pode valer

Porque escreves?
Se sequer sabes ler
E daquilo que tanto olhas
Pouco consegues ver

Por que me tomas?
Se eu vibro de prazer
Enquanto tu nada sentes
E te escondes no saber

Enfim eu pergunto:
Por que tu és?
Se nada entendes do ser
E tua pobre existência nem há de merecer

Minha audição - Por que me falas?
Minha emoção – Por que me lês?
Minha razão - Por que me tomas?

Ilustração: Steve Adams

sexta-feira, abril 10, 2009

Fênix - Poesia

sexta-feira, abril 10, 2009 0
Ontem eu era alguém
E me sabia bem
Ontem eu era eu
Hoje já nem sei

Vaguei pelo dia
Deixando nele rastros de mim
E com a minha caminhada
O dia chegou ao fim

Sofri
A pequena morte do adormecer

Senti
A centelha de vida do amanhecer

Sai
Nua e nova
Dentre os velhos lençóis carmim

Sorri
Lua nova
Limpando os restos hefestos de mim

Sou Recente
Desconhecida
Mal acabo de acontecer

Sol nascente
Desinibida
E um mundo novo a percorrer

Dia inteiro é longa vida
Antes do fogo do anoitecer

Mundo alheio
Recém-nascida
Vivê-lo será um prazer!


Ilustração: Jairo TX

segunda-feira, abril 06, 2009

Corações Negros

segunda-feira, abril 06, 2009 2


























Ilustração de
Steve Adams

domingo, abril 05, 2009

Poesia - Sem Razão

domingo, abril 05, 2009 2
Sem Razão
Pra Chorar
Pra Sorrir
Pra Acordar
Pra Sonhar
Pra Dormir

Sem Razão
Sem Prumo
Sem Eixo
Sem Rumo
Sem Direção

Sem Razão
Pra criar
Pra pensar
Pra existir

Sem razão
Sem medir
Só sentir

Emoção
Criação

Sem razão

Imagem: Yoshitaka Amano

Poesia - (meu) Fim





A sombra da vida
Essência insensata
Ou certeza inata?
Verdade ingrata.
O caroço das coisas
e a casca também
O miolo do mundo
O fundo, o além
A cinza das horas
Do mal ou do bem?
O pouco de tudo
Faz louco de mim
O amargo interno
O etéreo eterno
O (meu) fim





Imagem: David Mack


*Publicado na e-zine SAMIZDAT #19

sábado, abril 04, 2009

CRÔNICA: Universo Barbie

sábado, abril 04, 2009 2
Publicada no Jornal Agora - Rio Grande/RS em Abril/2009























Barbara Millicent Roberts, menina que em 1959 inspirou os pais a criarem a famosa – amada ou odiada – boneca Barbie. A criação baseou-se em 2 vertentes: A forte associação com a moda e a ideia que acabou virando slogan:

"Barbie, tudo o que você quer ser"

- Será mesmo? E por que não?

O preconceito sobre a coitada é enorme! As feministas a odeiam por representar um ideal de beleza inalcançável: a ditadura da magreza influenciando meninas de todo o mundo, que acabam trocando a Barbie por "pseudoamigas" ainda mais cruéis como a ANA (anorexia) e a Mia (Bulimia). Fardo um tanto pesado para se atribuir a uma pequena boneca, não é mesmo?

Verdade: A Barbie, enquanto top model, sempre foi “símbolo de beleza e juventude”. E não é atoa - mesmo hoje, no alto de seus 50 anos comemorados em 9 de Março, ela continua maravilhosa (milagre maior só mesmo a Madonna). Porém, como boa representante feminina, ela nunca foi só isso – BOA representante feminina SIM!

Que tal antes de correr até a caixa de brinquedos e cortar-lhe a cabeça, conhecer um pouco da vida dessa jovem senhora?

Ao contrário de Eva, no universo Barbie a mulher surgiu primeiro – só após 2 anos de solidão foi que surgiu seu namorado, o Ken. Logo em seguida ela ganhou pernas flexíveis (mera coincidência?) Agora, cá pra nós: Coitada! Ele até tentou melhorar o visual, inspirando-se em John Travolta nos anos 70, e posteriormente (pasmem) até no Brad Pitt. Mas não deu. Enquanto isso, o mundo se enchia de tentações saradas e atléticas como o Max Still e seu incrível adrenalink (quanto mais emoção gerada, mais adrenalina o rapaz libera – uau!). Ainda assim ela se manteve fiel ao casamento. Amigas, só ganhou nos anos 70, ou seja, passou 10 anos “numa ilha deserta com o clone do Sílvio Santos”. Sua primeira amiga, Christie, foi também a primeira boneca negra. Logo após veio Stacy, uma linda latina, e então com 3 amigas (aquele marido) e um visual psicodélico, seu mundo ficou muito mais colorido! Mas o mundo da moda é um mundo cruel. Além da obrigação de se manter maquiada, escolher os acessórios certos e vestir-se conforme as últimas tendências, ainda nos anos 70 foi exigida sua primeira cirurgia plástica. O estilo Malibu obrigava-a a descolorir suas longas madeixas e manter a pele sempre bronzeada - o que explica a necessidade de tantas cirurgias plásticas: envelhecimento precoce!

Acompanhando a onda Hippie de liberdade sexual, fez seu primeiro “ensaio sensual” aparecendo de lingerie! Exposição esta que lhe rendeu seu primeiro carro: um esportivo rosa pink – que era dela e não do Ken! Mas em 1972, cansada das passarelas, trocou seu esportivo por um trailer, optando por uma vida mais próxima à natureza e um visual mais riponga - claro que isso não durou muito. Os anos 80 chegaram com todo seu glamour e ela foi logo contagiada, num visual com muito glitter, roupas transparentes e lábios vermelhos (versão do seriado Dallas), ela virou “febre” – todos a queriam: homens, mulheres e crianças – Havia se tornado uma Diva!

Em pensar que, ao surgir, menina do interior, usava um singelo maiô listrado... Hoje estilistas de todo o mundo se esbofeteiam para vesti-la. O Assédio é tamanho que ela se mudou para a China, de onde manda suas representantes aos mais de 150 países onde é requisitada (2 vendas/segundo). Acompanhando o sucesso veio sua primeira Ferrari – novamente DELA e não do Ken (profissão marido). Aliás, não é só ao marido que ela sustenta - como modelo que se preze, Barbie tem 6 irmãos - todos vivendo à sombra de seu sucesso.

Nos anos 90, aproveitando a popularidade adquirida pelo belo corpinho, mas mantida pela postura politicamente correta, foi candidata à presidência dos Estados Unidos (já aos 40 anos). Em sua plataforma (política) defendia, os direitos das pessoas com necessidades especiais, inspirada por sua amiga cadeirante, Becky. Sua campanha contou com o apoio de modelos famosas como a amiga, Naomi Campbell (versão barbie, é claro).

Apesar do fracasso na carreira política ela não desanimou; seguiu em frente e dedicou-se a diversas outras profissões – foi confeiteira, babá, bailarina, patinadora, professora, pediatra, veterinária e ufa... essa mulher não cansa não? Tanta energia assim, só pode advir de reposição hormonal!

Sempre acompanhando as tendências da moda e sociedade, ela rapidamente adaptou-se as novas tecnologias, desde o celular, computador até mais recentemente o mundo virtual – aposta ganha, pois não é de hoje que as meninas crescidas brincam de bonecas; na verdade nós nunca as abandonamos de fato: seja com os filhos, as bonecas virtuais (sims), ou mesmo com a literatura que nos permite fantasiar novas vidas, novos mundos - sempre há espaço para bonecas!

Agora retomando a pergunta – Que mal há em querer ser a Barbie?
Ela já atuou em 16 filmes, inspirou diversos livros, incluindo uma Biografia não autorizada* (é duro ser famosa) e em 2002, deixou sua marca na calçada da Fama em Hollywood. Ela valoriza sim a beleza, mas representa muito mais que isso: uma “boneca” de 50 anos com corpinho de 18, que simboliza uma garota bonita, inteligente, dedicada, amiga, companheira e politicamente correta.

Não julgue o livro pela capa, nem a boneca pela embalagem:
– Há muito mais no universo Barbie do que julga o preço da etiqueta!

* Para quem ficou curioso: Lord, M.G., Forever Barbie: The Unauthorized Biography of a Real Doll.

sexta-feira, abril 03, 2009

Poesia: Depenando-se

sexta-feira, abril 03, 2009 1

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