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segunda-feira, novembro 30, 2009

O plano das ideias

segunda-feira, novembro 30, 2009 0
Imagem: Federica RedSigns

Quando
Ando cheia
De ideias
Que não
Passam
De planos
Circulares
Ora intangíveis
Ora inteligíveis
Sempre vago por
Palavras obsoletas
Simbologia abstrata
Nua de significante
Crua de significado
Num emaranhado
De pensamentos
Donde as mal
Traçadas retas
Que tendem
Guiar-me
Nunca
Levam
A lugar
algum



O plano das ideias
Que me possuem
É secreta.mente
Roubar-me
O pouco que resta
Do resto do mundo

Comovem-me os planos
Cujas ações me repelem
Compelem-me os atos
Cujas ideias me renovem

Escrevo em versos
Que me transcrevem
E não raro apelo
A palavras que me reprovem
Revelo(-me) assim tamanho o absurdo
Da lógica inserve, que é verve do meu mundo

sexta-feira, novembro 27, 2009

Calendário

sexta-feira, novembro 27, 2009 0
Os dias passam
Como nuvens distantes
Pouco a pouco
Disfarço
Lentamente desfaço
Pequenos pedaços de mim
O referencial é duvidoso
O olhar, enganoso
A cada ciclo
Uma pequena morte
Há grande chance de
Uma pequena vida
Aos restos
Somados e despejados
Faz-se outro mês
Feito ano bissexto
No fim de tudo
Começa outra vez

Os dias passam alterados
Pseudo alternados
No tic-tac sem compasso
Do meu relógio biológico
Procuro a ilusão dos dez
Dias omitidos, esticando
O tempo feito
Gregoriano
Faço o meu próprio
Intervalo Juliano

Versando o tempo
Invertido, subversivo
No congelar poético
Divido o invisível
Buscando nele o impossível:
Manter-me impassível
Ao passar dos dias
Em lacunas me escondo
No calendário
Em que me encontro
E mais me perco que me acho

Eis um papel em que não me encaixo!

sexta-feira, novembro 20, 2009

COADJUVANTES - Crônica

sexta-feira, novembro 20, 2009 1





Publicada no caderno
Mulher Interativa
Jornal Agora
21/22 Nov/2009



Ilustração: Lorde Lobo








E eis que (já?) estamos em meados de novembro... E em Rio Grande cabe até trilha sonora, *November Rain, pois as fortes trovoadas lavam e levam consigo os últimos resquícios do corrente ano.(*Chuva de novembro — Menção a uma música da banda Guns N' Roses).

Talvez tenha sido esta a forma que o décimo primeiro mês do calendário gregoriano arrumou para se destacar e, ao menos neste ano, ser mais que um mero coadjuvante do seu vizinho, o tão festivo mês de dezembro — alvo de toda a atenção da mídia, do comércio e consequentemente da nossa também!

Há de se compreender as lágrimas deste novembro, afinal, estar fadado ao destino de ser um eterno coadjuvante parece algo no mínimo desagradável. Já se imaginou vivendo à sombra de outrem? Coadjuvar é uma tarefa árdua, porém necessária, um papel que requer um extremo altruísmo e perseverança, digno de poucos!

O bom coadjuvante não é aquele que rouba o papel do protagonista, como muitas vezes ocorre no cinema e na literatura, pelo contrário: se isso ocorre é sinal de que alguém errou na dose, ou o protagonista que não brilhou o suficiente, ou o coadjuvante que o ofuscou por brilhar demais.

Ser um bom coadjuvante não é roubar o foco, mas sim se fazer notar dentro do espaço designado, sem a necessidade de invadir o espaço alheio, e algumas vezes ser até mesmo um tanto opaco para que o outro brilhe mais. É trabalhar em prol do sucesso alheio e coletivo, sabendo que os louros raramente o adornarão.

E arte imita a vida e vice-versa, nem sempre nos cabe o papel de protagonista — na nossa própria vida sim, mas não na vida em sociedade. Às vezes é preciso recuar um passo no palco para que outro fique na luz, o que na prática significa vestir algo mais cinza para que uma amiga receba os elogios ou calar para que outro expresse algo que você julga saber melhor. Reconhecer e respeitar o grande momento de alguém é um ato de respeito e amor.

Não há nada mais constrangedor do que uma madrinha de casamento vestida em vermelho berrante, com um decote que quase encontra a barra do vestido ou uma formanda que resolve quebrar o protocolo para encarnar a vedete e dançar um cancan com a beca, ignorando os cem outros colegas que partilham a cerimônia. É bom lembrar a velha premissa de que a liberdade de um acaba no momento que invade a individualidade do outro.

Precisamos entender que em certas ocasiões é preciso ser secundário. E isto não significa ser irrelevante, muito pelo contrário: o que seria do Batman sem o Robin (ou o Coringa), da Noiva sem as madrinhas (ou o noivo), do sabão em pó sem o amaciante (ou o alvejante), do Papai-Noel sem as Renas (ou o saco), do mês de dezembro sem o novembro para se fazer as listas de compras e do janeiro para se pagar por elas?

Tudo bem, talvez estas não tenham sido as melhores metáforas, mas creio que contribuíram para o que esta crônica tenta expressar e assim sendo, foram boas coadjuvantes!

sexta-feira, novembro 13, 2009

Putrefacção

sexta-feira, novembro 13, 2009 0
Sexta-feira 13/11/09

O cheiro é forte
A carne morta
Só traz má sorte
A quem acorda
A cova é rasa
Certeza
Que nos circunda
Ora leve
Ora profunda
Em pesadelos
Disformes
Oscilante
Distantes
No constante
Sono do viver
Ao leito
O treinamento
Disfarçado
No ar
O aroma revelado
A verdade é putrefata
Aos sentidos aguçados
O fim é cético, breve e fétido
Imagem: Federica RedSigns

quinta-feira, novembro 05, 2009

Contra o Muro

quinta-feira, novembro 05, 2009 6
Os muros são tantos
Obstáculos intransponíveis
A dividir a estrada
E nós — Tão poucos
Impedidos de proferir
Impelidos a prosseguir
A alta escalada
Apta a transcender
Esta plástica realidade

Ah, se nós fôssemos tantos
Quanto são os sonhos que ousamos ter (?)
Ah, se fôssemos tão fortes
Quanto é o medo que nos faz oprimir (?)
Que nos tenta abater
Ah, se fôssemos mais altos
Que os obstáculos
Que nos levam a cair

Não haveria muro
Capaz de suportar
Tamanha vontade

E a realidade (?)
Seria nova
Seria nossa (?)
Seria nada



















Foto: divulgação

Procuras vagas?




Queria tanto
ter mais tempo
para ao menos
perder-me
em poesia
mas por ora
sou só
procuras
vagas
(?)





Imagem: Audrey Kawasaki

segunda-feira, novembro 02, 2009

Delírios da Madrugada II

segunda-feira, novembro 02, 2009 2
Imagem: Ju Blasina
...A madrugada e eu...


Na janela
nada
interface
vazia
sozinha
ela
ainda
espera
e espia
o adormecer
de um
outro
dia
até
que
enfim:
Ele
acordou
e ela?
Morreu!
A madrugada
não
eu

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