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sábado, abril 24, 2010

Mulher de verdade não troca blush por brush!

sábado, abril 24, 2010 5




Publicada no Caderno
Mulher Interativa
Jornal Agora - Abril/10
Fotografia: Jairo Tx
Modelo: Ju Blasina






Outro dia, assistindo a uma propaganda de produtos milagrosos – sim, existem muitas! – fui fascinada por um produto que prometia esconder a sujeira em baixo do tapete, só que na versão estética: “diga-me onde cais que eu te deixarei em pé“. Troço fantástico aquele... Não era bonito, nem parecia confortável, além de caro e nada aconselhável para noites de sedução, mas agradava oito entre dez mulheres consultadas (dados nada confiáveis do fabricante). Entre suas qualidades estava “incrível”. 

Incrível é o que uma mulher faz em busca de perfeição! Revira o guarda-roupa atrás de uma peça - que já passou adiante - mesmo com um compromisso dentro de quinze minutos já passados e com o marido ao lado, mantendo um olho nela e outro no relógio. Sofre na academia, na clínica de estética, nas refeições ou inanições. Leva instrumentos cortantes a lugares delicados. Usa sapato apertado e calcinha que não aparece, pois mal existe. E o cabelo então, coitado: enrola, estica e puxa - parece até música da Xuxa! Num dia não pode molhar, noutro não pode secar. E toma substância tóxica para deixar de ser teimoso!

Toda mulher vive num cabo de guerra com a vaidade. Essa relação de amor e ódio a torna profunda conhecedora das técnicas do bom realce e disfarce, mas também a leva ao martírio constante de depilação, salão e liquidação. Isso quando não a escraviza perante o espelho – nenhum olhar alheio pode ser mais cruel que próprio reflexo! A verdade é que o espelho tem sempre a palavra final: se essa resultar em aprovação, ótimo! Lá vai ela, bela e formosa e azar de quem não concorda! Caso contrário, não há elogio no mundo capaz de contentá-la. Isso porque o espelho não reflete apenas a aparência, reflete também a autoestima!

Existe uma regra (ou deveria existir) que diz: “Em dias normais, a relação entre a autoestima e a maquiagem é inversamente proporcional”, ou seja: quanto menor o alicerce, maior o reboco. Mas apesar de toda a vaidade, a mulher de verdade não sabe rir nem chorar esticada. Ela faz caretas, baba e enruga o rosto inteiro durante o processo. Isso quando não arranca os cabelos, agita os braços e contorce o corpo no chão. Ela pode até não se orgulhar dos pés de galinha ou do bigode chinês, mas quando em sã consciência – coisa que nem sempre se leva na bolsa – não troca o bom e velho blush pela modernidade do brush: a máscara que mascara o tempo, criando rostos inexpressivos e indistinguíveis...  

Um rosto plástico para um mundo plástico, onde não cabem imperfeições.

A mulher de verdade não é feita de plástico! Ela dobra e tem furinhos quando apertada, e é claro que odeia mostrá-los, mas nem sempre tem paciência para escondê-los. A mulher de verdade não se encontra nas capas de revistas ou nos anúncios de lingeries. Não pela beleza ímpar das modelos, afinal elas também são mulheres de verdade; a mulher real não se encontra em anúncios publicitários, pois eles a convertem em pixels e frames, apagando sua essência milimetricamente com alguma ferramenta do photoshop ou de outra poda virtual qualquer, criando assim um modelo abstrato, perfeito – uma mulher virtual.

É claro que mulher nenhuma abomina um bom trato na sua imagem, mas quando esse trato tenta convertê-la em algo que nem mesmo o espelho reconhece, é sinal que o limite foi ultrapassado a alguns quilos de blush ou áreas de brush atrás. É melhor parar quando atingir o famoso ponto “se melhorar estraga”. É fácil reconhecê-lo, fica logo antes do ponto “minha nossa, o que fizeram comigo?”.

E sabe o que é realmente incrível? Pensar em quantas mulheres de verdade estarão lendo esta crônica e iluminando seus rostos com um sorriso genuíno e cheio de expressão
Isso sim é algo incrível!


NOTA: Blush ou Rouge - um produto de maquiagem. Brush - pincel; uma das ferramentas do photoshop (programa de edição de imagens).

segunda-feira, abril 19, 2010

Da ilusão

segunda-feira, abril 19, 2010 1


Carrego a utopia nas costas
Feito asas etéreas
Que me sustentam no ar
Tal qual balão


Às vezes só
Preciso descansar
Sentir a matéria e os pés no chão
Mantendo os olhos cuidadosamente fechados


Os punhos cerrados
E o nada a agarrar
Para nunca, jamais
Perder-me - Da ilusão



Fotografia: Divulgação

domingo, abril 18, 2010

Oqdz... 11

domingo, abril 18, 2010 0
- Da ambição

Emprego nenhum lhe servia, afinal, pensava alto. Desde pequeno, só queria ser auditor.


- Da solidão
Era tão só e ausente que nem consigo queria estar presente.


- Da exatidão
Ao servir as taças, falhava sempre no mesmo ponto. Era um fracasso em cheio!

Imagem: Steve Adams

sábado, abril 17, 2010

Ser recluso

sábado, abril 17, 2010 0









 Imagem: Audrey Kawasaki












Sou um ser recluso
E muito me recuso a dizer
Não quero ser difuso
Apenas recluso dentro do ser

Ser recluso é confuso!
É ser malvisto, malquisto
Mal-entendido por pouco dizer
Ah, se eles ao menos pudessem saber...

Da imensidão que trago no ser
Da vastidão que carrega o meu dizer

Saberiam que o silêncio não sela o querer
Apenas exala aquilo que cala o viver

Do ser recluso dentro do ser

quinta-feira, abril 15, 2010

Reflexos

quinta-feira, abril 15, 2010 1
Por que eu?
Pergunta que impera
Perante o espelho
Onde me enxergo
E enxugo o vermelho
Nos olhos do medo
Que me encara

No mesmo espelho
Vendo o tempo
Que me marca
Que me embala
E leva, aos poucos
Até a dúvida

Transformada
Quem é esta?
Quem sou eu?
E num reflexo nu
Vejo a resposta
Nos olhos: amostra

Porque eu.

quarta-feira, abril 14, 2010

Coisas irritantes que só uma mulher entende...

quarta-feira, abril 14, 2010 0
Imagem: Sophie Griotto















*Conselho de amiga: leia só, pois quando só, uma 
mulher entende tudo com mais clareza. 
Quando acompanhada, nem tanto.


1 - Quando se gasta maquiagem à toa!

2 - A ilusão colorida da longa duração - do esmalte! 

3 - A questão das meias: o problema não está nelas, mas sim no cidadão que nos oferta tempo para notá-las!

A série continua...
Se a TPM ajudar!

terça-feira, abril 13, 2010

Oqdz... 10

terça-feira, abril 13, 2010 1
...Da Inconstância
Vez outra era dele, mas não raro falhava.



...Da Exorbitância
Custava os olhos da cara, mas vinha uma bengala de brinde.



...Da Abundância
Tinha tanto de si mesma que nada lhe cabia.




(a série continua)

segunda-feira, abril 12, 2010

Oqdz... 9

segunda-feira, abril 12, 2010 0
Da Igualdade
Quando conquistaram a tão almejada igualdade, já não se reconheciam mais.



Da Honestidade
Mal recebeu do candidato a quantia referente ao seu voto e foi logo cumprindo a promessa: Boa sorte, seu moço! O político ficou sem entender, tamanha honestidade.



Das Negociações
Preciso de dinheiro para abrir o meu negócio, disse ela. Tenho cem, dá?





A série continua
O nº8 encontra-se no RECANTO DA ESCRITA, na categoria em "textos eróticos"
Gostaria de lê-los? Então, clique:
>>> Oqdz... 8 <<<

sábado, abril 10, 2010

Oqdz... 7

sábado, abril 10, 2010 1
Da Escritora
Uma vez rasgou o papel, vestiu-se de letras e rimou. Agora, era uma!



Do Escrever
O jeito é fazer e torcer... Até que gostem ou fiquem roxos, o que vier primeiro.



Do Escrito
O poeta já foi há muito, os leitores transitam, mas ele fica... No achados e perdidos das décadas, gêneros e suportes, ser escrito é eterno.



Esse frio cafajeste! CRÔNICA









Publicada no Caderno
Mulher Interativa
Jornal Agora - Abril/10
Ilustração: Lorde Lobo









Até que enfim, o calor se foi, deixando para traz todo um guarda-roupa a lavar, embalar e guardar até seu inevitável retorno, no próximo ano. Até lá, que venham as mantas – de pescoço e de sofá – as botas, as lareiras, os vinhos, os fondues – de queijo ou chocolate – e toda a indumentária e gastronomia que tão bem acompanham as estações mais frias.

O outono chegou numa pontualidade surpreendente e fora do comum, parecendo afobado e com cara de inverno. Surpreendente, mas não desagradável: as erroneamente chamadas “meias estações” costumam ser agradáveis, porém monótonas. Erroneamente chamadas, pois não duram a metade das outras, são estações inteiras. O tal “meia” se refere as temperaturas medianas que elas costumam apresentar, nem muito altas, nem muito baixas, medíocres. Ao contrário das outras, inverno e verão, tão extremistas, com suas temperaturas marginais (aquelas que ficam afastadas do centro, da média; às margens).

Pensando em medíocre X marginal, podemos comparar as temperaturas aos tipos de homens: mocinhos X bandidos, ou em outras palavras, bonzinhos X cafajestes. O primeiro é aquele previsível, comportado, que raramente irá surpreender – em qualquer sentido – enquanto o segundo traz sempre fortes emoções, não necessariamente boas, mas certamente marcantes.

Fazendo uso de um dito antigo e pra lá de preconceituoso, se os homens se divertem com as loiras, mas casam com as morenas, as mulheres, por sua vez, se divertem com os canalhas, mas casam com os mocinhos, certo? Certo, se você ainda vive estagnado em algum lugar do passado. Agradecemos à liberdade sexual conquistada e ao preconceito cada vez mais diluído, por hoje podermos escolher livremente a cor do cabelo, da bandeira e comportamento sexual que desejamos exibir, sem carregar tantos rótulos por isso. E poder fazer dos mocinhos bom canalhas ou vice-versa, quando pede a ocasião, criando assim o parceiro ideal para a mulher moderna!

As estações também podem nos surpreender – como um outono que tenta se passar por inverno. Algo compreensível, afinal, existe estação mais sexy que o inverno? O verão pode até trazer um melhor eslogan “gente bronzeada, corpos suados e poucas roupas”, mas uma vez rasgada a embalagem, o produto que se encontra está mais para “Oh meu deus, acabe logo com esse inferno para que eu possa vestir um jeans sem sufocar, andar ao sol sem torrar e encostar meu corpo em outro sem suor, pois se eu pensar novamente em suar corro o risco de desidratar!”

O inverno faz o possível para nos manter em casa, amontoados, comendo e bebendo bem, sempre que possível. Nos torna elegantes em seus acessórios e ao manter os corpos cobertos, mantém cobertos também os segredos, alimentando assim a imaginação até o momento de acender... As velas, a lareira, o forno e aquecer... A casa, os corpos, a noite.

É claro que nariz vermelho, espirros e coriza não são elementos que reforcem o argumento aqui apresentado, mas como foi dito antes, o frio é um cafajeste! E para lidar com ele é preciso alguma precaução. Agora, pensando em todos os prazeres que ele pode oferecer, uma vacininha cairia bem, não? Uma vez munida desta ferramenta, considere-se preparada para dizer alegremente:

“Que venha logo esse frio cafajeste!”

quarta-feira, abril 07, 2010

Oqdz...6

quarta-feira, abril 07, 2010 1
Do Sujeito
Achou que aquele eu fosse ele. Quem mandou ignorar Benveniste...



Do Referencial
Aquele que está perto de mim é este, e quem este é, não lhe diz respeito. Vá ocupar-se desse que lhe acompanha.



Do Predicado
Se aquele sujeito não sou eu, não vejo porque me interessar pelo dito.



(a série continua)

domingo, abril 04, 2010

Ausente - Quase um blavino.

domingo, abril 04, 2010 2


Quando

Em ti penso
Sinto um pesar

Em minhas pálpebras
E num longo piscar de olhos
Vislumbro teu eu que mora em mim


Aquele das férteis noites passadas
Dorme agora no vazio sem fim
E sonha em nos repartir

Eternamente, feito
O verso central

Ausente



Fotografia: Lu Mattos
Modelo: Ju Blasina

sábado, abril 03, 2010

Escapismo

sábado, abril 03, 2010 2





Eu procuro por respostas
E perguntas também
Olho para o espaço:
Geográfico, interno, imaginário
E reflito:
Em mente, em água, em outras
Superfícies apropriadas
Sou ser mais pensante que vivo
É esta a minha forma
De dobrar o tempo
E driblar o ato efêmero que é viver







Fotografia: Ju Blasina

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