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quinta-feira, julho 30, 2009

HAIKU/HAIkAI

quinta-feira, julho 30, 2009 5



O casulo vazio expõe
A verdade já eclodida
A vida é um vôo


O desabrochar
Da flor ao fruto enfim
À terra voltar


Quando a chuva cai
Na terra a vida germina
Em flor de lótus


Casca e polpa
Baú da verdadeira vida
Latente em semente


O soprar do vento
Faz correr eterno rio
No girar da roda



Imagem: David Mack


Haikai (Haiku ou Hai-kai) by Ju

Pequena poesia com métrica e moldes orientais, surgida no século XVI, derivada do "Tanka" (forma anterior de poesia, em voga no Japão entre os séculos IX e XII). Foi introduzida (e traduzida) no Brasil por Guilherme de Almeida em 1936.

Associado a filosofia Zen, o hai-kai capturar a essência do local numa poesia contemplativa e descritiva - como um "insight" puro e simples - oriundo da união com a natureza. Foca o momento X o eterno + o elemento de surpresa.

"O haiku é a arte de dizer o máximo com o mínimo"

Numa descrição o mais fiel possível à sua forma original (japonesa), o hai-kai consta de 17 sílabas poéticas em 3 versos (5-7-5), sem rima nem título, onde o primeiro verso expressa algo permanente, eterno; o segundo introduz uma novidade, um fenômeno - e o terceiro é a síntese, a conclusão. Há ainda o Kigo que é uma palavra relativa a uma estação do ano em que o poema foi escrito.

Desde que o Hai-kai (que eu prefiro chamar de haiku) chegou aqui, surgiram diversas vertentes - algumas mais conservadoras (H. Masuda Goga e Teruko Oda), outras mais "adaptadas" a nossa língua (Paulo Leminski). Resumindo: o Hai-kai já ganhou rima, perdeu rima, adaptou-se e voltou as suas origens, mas nunca perdeu a beleza que mora nas coisas simples- e, cá pra nós: - Como é difícil alcançar esta simplicidade!

- Eu - apenas engatinho neste terreno - mas vislumbro um longo caminho que me leve ao princípio.

Fontes de pequisa: *O zen e a arte do Haikai - *Wikipédia - *HAIKU - poesia tradicional japonesa - *Recanto das Letras - *Mundo Haiku

segunda-feira, julho 27, 2009

Tragicômico - Prosa

segunda-feira, julho 27, 2009 1
Trabalho de Marion Herrmann - Hope by Nighty

Perdi
O tempo, o cabelo, o acento
Do nome e do traseiro também
É o que dá nunca olhar para trás
O acentuado das curvas
Já não me acompanha
Pareço agora entortar
Ou o acento do banco
Encolher
Sim, eu cresci!
Mas não na direção almejada
Deve ser castigo por não saber
Decorar datas, senhas e fórmulas
Não ver a diferença
Entre direita e esquerda
Leste e oeste, vertical e horizontal
Entre você e eu
Perdi o rumo, o prumo, o ritmo
Mas nunca fui um bom bailarino das horas
Ganhei uns anos, uns danos, uns quilos
De memória, de metáfora
E de matéria também!
Acho que é o egocentrismo se alastrando
Enquanto eu vou me arrastando
E meu manequim crescendo
Agora tenho tão mais de mim
Ocupo amplo espaço no mundo e assim
Perdi o jeito, a memória, perdi a mão
E por desastre, perdi você
Mas você era quem mesmo?
Vai saber... Ao final
Perdi a vida
E me perdi
Pra quê?

sexta-feira, julho 24, 2009

Crônica: Fazendo Amigos

sexta-feira, julho 24, 2009 2






Publicada no Caderno Mulher/J.Agora (Jul/2009)
Ilustração: Sophie Griotto








Dia vinte de julho é comemorado o Dia do Amigo.
E eu, “como quem não que nada”, na tentativa enxerida de me aproximar vou “puxar o assunto”. Sabia que a data foi criada por um argentino? Pra você ver... Enrique Ernesto Febbraro inspirou-se na data da chegada do homem à lua (1969), vendo nela a possibilidade de se fazer amigos por todo o universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro" e acabou convencendo outras pátrias (no cansaço) a adotarem a data em seus calendários.

E os seus amigos, como são?
Provavelmente pessoas (e alguns animais também – plantas e coisas são questionáveis) dos mais variados tipos - embora todos habitantes do mesmo planeta, para a tristeza do visionário Ernesto - com opiniões e aptidões que muitas vezes divergem absurdamente das suas. Isso quando eles não tem o prazer de implicar com seus hábitos e questionar suas verdades mais sagradas. E é nessas horas que você se pergunta:

— Afinal, por que cargas d’água eu gosto tanto deste peste?

A resposta esta implícita, pois acabamos de entrar no perigoso terreno do gostar, onde nada é explicado e tudo é entendido. A expressão “Gosto não se discute; lamenta-se” também (e muito bem) se aplica para os afetos. Há um “que” inexplicável e invisível ao olhar, que nos torna suscetíveis aos encantos de outro alguém.

Às vezes a empatia é imediata e a amizade nasce “logo de cara”, em outras, se ganha no cansaço (como fez nosso amigo argentino) ou se herda através do casamento ou de amigos mais antigos – como aquele “brinde surpresa” que, a princípio, parece não combinar com nada que se tem, mas que com o tempo você acaba até mudando uns detalhes da decoração para lhe dar espaço. Amigos também são assim – e são contagiosos: Quando você menos espera se ouve repetindo as mesmas frases ou é flagrado com aquele cacoete que você tanto detesta nele – e você continua detestando, mas agora é seu também!

Como estão os seus amigos?
Resposta difícil... O cotidiano e o amadurecimento (coisas que crescem em conjunto) tendem a nos afastar cada vez mais daqueles que amamos – sim, porque amigo de verdade a gente não gosta, ama! Mesmo que não se admita verbalmente – nem é preciso, nem se iluda com segredos – ele já sabe e lhe ama também!

E por onde andam os seus amigos?
Por favor, não responda “no Orkut, Twitter, MSN ou afins” – eles podem até estar lá, também, mas não unicamente. Prepare-se para uma verdade cruel:

— Eles são de carne e osso. Todos eles. Até aqueles que você só conhece virtualmente! E eles continuam vivendo mesmo depois que você desconecta (pasme!).

Talvez um ou outro seja fake (personagem fictício usado para esconder a real identidade) ou fruto da sua imaginação, mas a maioria deles é de pessoas normais – assim espero – por mais estranhos que possam parecer. E por maior que seja a distância física, geográfica, cultural ou temporal que lhes separe, acredite: Distância alguma acaba com uma grande amizade (e esse é o momento em que eu serei piegas, como uma boa e melosa amiga), pois amigos de verdade estão sempre perto do coração.

Um grande e meloso beijo pra você, leitor e (mesmo atrasado):
Feliz dia do amigo!



Ilustração: Jairo Tx

quarta-feira, julho 22, 2009

Corpos em Dança - Poesia

quarta-feira, julho 22, 2009 0

E por trás das palavras mudas
O desejo torto
Avança
Lento
Dentro
O tempo para
E assiste os corpos em dança


Imagem: David Mack

terça-feira, julho 21, 2009

Lesmiando

terça-feira, julho 21, 2009 5
São três as coisas que me amedrontam e fascinam:

A morte, as dúvidas e as lesmas.

Condensando-as: “Será que as lesmas temem a morte?”






Dúvidas
são
lesmas
no
vazio








"Quisera eu ser uma lesma
Percorrer lentamente a vida
Deixando nela rastros de mim
Morrer sob o sol da primavera
Voltar à terra - secar só no fim"

Metalinguagem

...Algo em mim ainda teima ao questionar
Se as pessoas existem além do computador...

Começo

a

PENSAR

que



ALGO

de

BIZARRO

no

meu

MUNDO



...Quando eu, mesmo a contragosto, resetar,
todo um universo de padrões acabará comigo...

É o ponto final de minha consciência coletiva.

... Ser um perante tantos é aquilo que prova que eu existo
e que sou algo além da mera invenção de outrem ...


Fragmentos do Poema "Desconecta" (by Ju Blasina - Maio/2009)
Ilustração: (Sim, sou eu) by Jairo TX

sexta-feira, julho 17, 2009

Um Romance no forno...

sexta-feira, julho 17, 2009 1
What hell is it?
Olá queridos leitores
- Este "hell" nada mais é que o prólogo de um romance ainda em fase de gestação (considerem isso um "ultrasom" - daqueles que a gente entende).
Ainda nem tem nome definido, só apelido: "Layla & Tommy"
Pretendo disponibilizá-lo em ebook tão logo termine a primeira edição.
E por que não postar aqui em capítulos?
Por um pequeno detalhe chamado "conteúdo adulto"
Prefiro manter a "castidade do P+2T" enquanto for possível (tem mãe que é cega...) Bom, de qualquer forma, eu os apresento este casal "peculiar"...
Ladies and Gentlemen:







By
Ju Blasina











Em um quarto qualquer de um hotelzinho barato, Layla acende um cigarro – outro cigarro – a noite está fria e monótona, tão sozinha... Quem? A noite ou ela? Ambas talvez, afinal, sempre foram parecidas. É como diz seu nome “Layla: bela como a noite” e hoje a noite está estranha.

O telefone toca. E como só há duas razões para o seu telefone tocar ela se anima – trabalho ou “ele” – ambos fariam da noite interessante. Ela nunca admitiria qual razão prefere, mas seu coração dispara ansioso e a lembrança de um rosto sorridente lhe vem à mente – “Tommy” – se fosse ele trazendo trabalho então, tudo seria perfeito! Será que estava com tanta sorte assim?
Parece que não. O identificador de chamadas mostra um número desconhecido. Ela atende desconfiada:

—Alô
Do outro lado da linha, uma voz masculina responde:
— Alô, Layla? Aqui é o Bullet. O... Thomas... me deu esse número para o caso... de... uma situação assim.
Ela senta. Reconhece o nome “Bullet” – o aprendiz – Thommy falava muito dele. Traga o cigarro, aflita:
— Tá, o que aconteceu com ele? Surtou de novo? Tá muito fudido? Aonde ele tá? FALA LOGO, garoto!

A voz do outro lado vacila. Instantes de silêncio depois, ele finalmente fala:
— Não, ele não está bem. Eu estou te ligando porque... – ela interrompe:
— Só me diz aonde ele tá que eu vou pra lá agora mesmo!
— Layla, o Thomas morreu.

Silêncio dos dois lados da linha.

Ela - que já tinha levantado nervosa, calçado os sapatos e vestido o coldre - cai novamente na cama.

O silêncio parece eterno.

Layla segura tudo aquilo que ameaça explodir de dentro de si, respira fundo, acende outro cigarro e tenta ser prática. A voz sai quase num sussurro:

— Aonde ele tá? – antes da resposta, ouve um longo suspiro do outro lado.
— Eu o levei para uma funerária de confiança, eles estão prepar... – novamente ela o interrompe, agora aos gritos:
— COMO ASSIM? NÃO! Eu não quero que NINGUÉM toque nele até que EU chegue. Estamos entendidos?
O garoto levanta o tom de voz:
— Eu não podia deixar ele ATIRADO NO CHÃO. Eu só fiz o que me pareceu mais certo.
— Tá. Tá bom! Mas agora ESPERA que eu tô indo pra aí! Só me diz aonde é a “porra” do “aí”
— New York – responde ele, novamente calmo.
— Hm... Tinha que ser! E aonde ELE tá?

Ele passa o endereço e as coordenadas. Ela anota e desliga. Não se despede, nem agradece. Joga o telefone longe e deixa vir à tona o turbilhão de sentimentos que estava segurando. Sobretudo a raiva...

... Raiva por tudo o que viveram e pelo o que deixaram de viver - devido ao trabalho, ao destino, à sorte ou azar - Raiva por tudo que sentia e foi calado por seu medo e estupidez. Raiva por tudo o que morria com ele. E principalmente, raiva da própria Morte que, enfim, lhe roubou o amante....

O furacão vem à tona, destruindo o quarto de hotel e rompendo o silêncio da noite. Grita ofensas aos deuses, blasfema contra as fiandeiras do destino e ameaça até a Morte, antes de cair em lágrimas, fingindo pra si mesma, temporariamente, aceitar a derrota. Afinal, fingir é a sua especialidade.

Layla levanta e se recompõe, começando pelo cigarro. Junta suas coisas. Percebe que tudo o que lhe resta cabe em duas malas - pela primeira vez isso lhe parece tão patético que ela ri da própria desgraça - deixa o quarto, pela saída de incêndio. E assim, vestindo sua melhor máscara numa noite nada bela, ela parte - em pedaços - rumo à NY...

Poetrix

sábado, julho 11, 2009

CONTO - Rabiscos de um quase normal

sábado, julho 11, 2009 4
Hoje não acordei. Não acordei, pois só acorda quem dorme. Permaneci em meu estado de semiconsciência, instável, mutável, ora letárgico - quem dera lisérgico - com picos de excitação. Num limiar que vai do desespero latente ao vazio hiperativo.

Fui ao banheiro e quando lá cheguei me deparei com um sujeito que não conheço. Nunca o vi mais magro. Sujeito estranho, espiava-me através de uma janela imitando meus gestos e caretas. Era bem feio o coitado, mas quando sorri, ele sorriu de volta, respondeu ao meu aceno, logo simpatizei! Prometi voltar mais vezes, apesar de já não lembrar o que tinha me levado àquele lugar... Fazer amigos, talvez? Bem possível! Despedi-me do distinto cidadão da janela e segui o meu rumo, andando com a segurança de quem sabe aonde quer chegar – eu sempre fui um bom ator!

Até que um cheiro muitíssimo agradável cruzou o meu caminho e como um gancho içou-me pelas narinas à cozinha. Lá haviam ainda mais cheiros e vapores. Sons de “tss”, “blub”, “crash” – ops, este fui eu esbarrando num prato, sempre desajeitado! Aquele lugar remetia-me a uma sinfonia da infância... E de repente, sem perceber entrei no ritmo fazendo um “rounc” com minhas entranhas adestradas.

Sentei-me para o banquete, onde mastiguei coisas enganosas: caras bonitas e gostos estranhos. Não, não comi gente! Já não o faço desde... Que falta faz um calendário! Ah, sim: desde que notei o quanto os dedos mindinhos fazem falta. Acabei a refeição - os guardanapos estavam ótimos! Adoro quando são coloridos, me deixam alegre por dentro.

Não sei que lugar é este ou o que me trouxe pra cá, mas sei que aqui sou muito importante! Todos comem e dormem ao meu redor. Muitos até se vestem iguais a mim e imitam o me caminhar – sempre fui um criador de tendências e adoro tender a mim mesmo. Só não recordo o título que ostento - serei eu algum tipo de rei? Uma divindade, talvez? Realmente não lembro... Muitos preferem me adjetivar, ressaltando minhas qualidades ao chamar-me de “paciente”- tão gentil da parte deles! - confesso que preferiria algo como “garboso” ou “genial”, mas...

O restante do dia pulou “de dois em dois”. Nunca aconteceu com você? Ah, comigo é algo frequente, mal pisco e o dia acabou! Não fiz muitas coisas, mas é preciso levar em consideração o quão difícil é agir quando você ocupa o corpo de outrem. Às vezes os membros simplesmente não obedecem. E com a noite o dono sempre vem reclamando o patrimônio – mais uma luta árdua: Fui, voltei. Mundo perto, mundo longe. Perto e longe, perto e longe – um grito mais alto, um pouco de violência e... Pronto! “Esta casa ainda é minha! Enfie sua ordem de despejo no rabo – de outro – porque o este agora me pertence! Haha”

Exausto, mas satisfeito, mastigo algumas coisas desprovidas de forma ou sabor e me deito. Fecho os olhos, recebo as gotas milagrosas que me abastecem de vida e finjo novamente dormir – até ronco! – afinal: eu sempre fui um bom ator.








Imagem: Dave Mckean
*Conto publicado na SAMIZDAT #19

sexta-feira, julho 10, 2009

Real.mente - Poesia

sexta-feira, julho 10, 2009 1
Sou tão real
que transpareço
em vão
trespassada
por inúmeras
agulhas
envoltas em
palavras
mal pensadas
bem lembradas
pseudo-criadas
tirando lentamente
pequenas lascas
de mim

***

Sou caroço
exposto
e ainda assim
invisível
não sou mais
provada
pois te faltam papilas
falta-te apetite
sobra-me sabor
sinto o gosto
amargo à garganta
o nó no peito em dó
mas meus gritos
não são ouvidos

***

Sou tão real
que o mundo me rejeita
um mundo onde
não cabe
tamanha verdade
um mundo que já
não quero pra mim

***

Sou tão real
que ás vezes me
esqueço
de na saída pagar
o preço por ser
eu mesma
até o fim

***

Sou tão real
que pouco à pouco
esmoreço
sem ter/teu menor apreço
será que isso é tudo
o que mereço?
guarde em silêncio o teu sim
ainda sou tão real
e sempre o serei
bem assim
pois real.mente
me sei e não sei
ser diferente
sou só.mente assim

Imagem: David Mack

domingo, julho 05, 2009

Sinteticamente - Poesia

domingo, julho 05, 2009 2

- Sintetica.mente -

Sorver – Simular
Informações – Interações
Narcisistas – Navegáveis
Tentar – Treinar
Experiências – Estratégias
Tórridas – Tétricas
Iniciativas Inovadoras
Criacionistas – Conservadoras?
Alternativas Artísticas
.
Mostrar – se – Mesclar
Esconder – se – Espiar – Co
Nectar – In
Teragir – Co
Existir:

- Sintetica.mente -

Imagem: Steve Adams

sexta-feira, julho 03, 2009

Tua Espécie - Poesia

sexta-feira, julho 03, 2009 0










Imagem by David Mack

De que espécie é
essa gente?
– humanos
dizem-se ser
dizem-se tanto...
coisa demais
alta.mente
irrelevante
desnecessária
superficial.mente
se tocam
se sentem
se mostram
e se dizem gente
se acham
criatura superior
a mísera lesma
que deixa marca
mais substancial
no mundo - seu muco
é mais íntimo que
as meras palavras
trocadas, tecladas
errônea.mente
em interfaces
duvidosas
indestacáveis
máscaras e refúgios
confortáveis
descartáveis
finalmente vejo:
– ser vivo
humano ou não
mas real
é mais extinto que
qualquer outra
espécie

Não te vendo - Poesia








Imagem: Sophie Griotto










Hoje teus olhos brilharam mais que eu supunha lembrar,
como estrelas em minha noite escura
tão fria quando longe de ti

Hoje teus beijos saciaram-me a sede já esquecida
encheram-me o cálice,
quase vazio

Hoje teu corpo pareceu-me tão quente
que só então percebi o quão gelada
eu andava longe de ti

Hoje descobri que a distancia pode crescer
quando o sono é profundo, mas que
mesmo dormente meu corpo
reclama-te
em
caminhos
e lençóis – confusos
em memórias e versos difusos
sou mais tua que poderia lembrar

Hoje amarrei mais forte o laço, entreguei
a ti meu corpo e sonhos devassos
hoje mais tua me senti

Pois só hoje lembrei o quanto te amo e por pouco,
tão pouco, quase esqueci que nada sou
eu sem ti

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