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sexta-feira, outubro 26, 2012

On the radio!

sexta-feira, outubro 26, 2012 2
 Oh, que tri: Jairo Tx, Giliard Barbosa e eu [Ju B.] - falando pelo Poesia no Bar (e outros tantos afins) - e a Vania, pelo Berga [comunidade de 'agitação' cultural, do FB], hoje, num papo muito bacana com a Rosane Borges, na Radio/TV FURG - obrigada pelo convite! Foi mesmo tri!

FM CAFÉ - 26.10.2012 - 13º POESIA NO BAR & BERGAMOTA CULTURAL


[Canal 15 da NET, 09 da Viacabo - o programa vai ao ar de seg. à sex. das 13 às 14h]

quinta-feira, outubro 25, 2012

Das artes do próximo domingo

quinta-feira, outubro 25, 2012 1
Enfim, eventos culturais, eventos culturais!!!

Minha nossa... Já faz quase um ano desde minha última participação num evento (o Poesia no Bar especial em Jaguarão) - com a chegada do meu gordinho, minhas artes não-virtuais ficaram um tanto atrapalhadas nesse ano... Não fosse o clipe da The Sorry Shop, poderia dizer que já estava seca por sair da rede [que isso é coisa de peixe - e morto ou assim quase]. E eis que uma ideia antiga conseguiu, enfim, sair de dentro dos planos:

Trouxemos o Poesia no Bar para Rio Grande! 

 
[e paralelamente a essa nova, fui oficialmente promovida de parceira a parte integrante do Núcleo Poesia no Bar, junto aos queridos meninos-poetas de Pelotas - yupiiis!]



No fim de tarde, início de noite deste domingo, um povo muito do bom vai se reunir no Monaghan's [bar e restaurante - Cassino] para fazer a coisa acontecer! 

Já não tenho mais palavras para expressar o quão feliz estou com isso... é emocionante!

Oh, tudo-tudinho cobrindo minha mesa na manhã de hoje - quinta, 25

Além da distribuição de marcadores [que nessa edição ganharam um verso muito especial] com os poemas dos participantes do sarau, da música, do lançamento do livro do V. [mais detalhes na release] e da exposição das artes dos grafistas convidados, o evento é aberto a quem quiser chegar e curtir ou participar mais ativamente - e: a entrada é gratuita! Portanto, não perca - vai ser épico!

Segue a release com mais detalhes do evento:


Poesia no Bar chega a Rio grande

Arte do cartaz by Valder Valeirão com desenho do Jairo Tx

Dia 28 de outubro, a literatura tomará conta da noite rio-grandina: o bar e restaurante Monaghan's recebe a 13ª edição do Poesia no Bar.

Nascido em Pelotas em agosto de 2010 com o intuito de levar um pouco de literatura aos bares da cidade através da distribuição de marca-páginas com poemas de novos poetas da região, o Núcleo Poesia no Bar vem se expandindo em eventos pela região sul e chega, pela primeira vez, em Rio Grande.

Entre os poetas, músicos e artistas gráficos que participarão da edição rio-grandina do evento, são nomes confirmados: (de Rio Grande) Alisson Affonso, Andréia Pires, Adriane Dias Bueno, Everton Cosme, Giliard Barbosa, Jairo Lopes, Ju Blasina, Nich Lucena, Paulo Olmedo, Rody Cáceres e Volmar Camargo Jr. (de Pelotas) Álvaro Barcelos, Daniel Moreira, Ediane Oliveira, Jorge Braga, Valder Valeirão e Vinícius Kusma.

Além da distribuição de marcadores com poemas e ilustrações, do sarau poético e da apresentação musical, a 13ª edição terá ainda o lançamento do livro "O BALCÃO DAS ARTES IMPURAS" (editora Multifoco, RJ) - o livro traz trinta e cinco poemas publicados no blog que dá nome ao título, produzidos ao longo de treze meses, quatro cidades e dois estados da vida do poeta gaúcho Volmar Camargo Junior.

A parte musical da noite será por conta de dois dos integrandes da banda rio-grandina de Rock n' Roll e Blues, Os Charlatones: Jaime Figueiredo (vocal) e Marcos Souza (violão).

Com entrada franca, o evento é aberto ao público. Após a participação dos poetas convidados, o sarau se torna livre para declamação de poemas próprios por parte de quem lá estiver presente - todos estão convidados a prestigiar e participar do Poesia no Bar!
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- SERVIÇO -
O quê? 13º Poesia no Bar
Quando? 28 de outubro de 2012, domingo, às 19h30min
Onde? Monaghan's Cassino (Av. Rio Grande, 288, Cassino - Rio Grande)

terça-feira, outubro 23, 2012

Um poema íntegro

terça-feira, outubro 23, 2012 0
Acabo
de ler
uma boa porção
de frases do meu
autor favorito
nada como
ele para
abrir o apetite
feito
uma garrafa de vinho
e agora vejo tudo
toda e qualquer coisa

como um poema.

nada muito diferente
de estar de porre
mas não estou.

Qualquer coisa
pode ser
um poema

'Duas gatas
brigando dentro de
uma caixa
de papel
numa tarde
ventosa de inverno
dois dias antes do fim
da estação'

Qualquer coisa
pode ser
um poema

Basta que se saiba
o que deixar
ficar, o que mudar
como cortar qual
palavra ou frase
inteira, sem dó
ou enfiar
nos lugares certos

E qualquer coisa
pode ser um poema

'Duas gatas
de papel
numa tarde ventosa de inverno'
...ventosa de inverno?
ventosa... Aff!
'Duas gatas brigando
numa tarde de inverno
numa tarde
chuvosa de inverno
de inverno.'

'Duas gatas da estação...
dois dias antes do fim'

Qualquer coisa pode
ser um poema
mas é bom
que nem tudo seja
visto como um
pois não é.
qualquer
coisa
pode ser
mas é
melhor
que não tenha
muitos pontos
e que não traga espaço
qualquer
ao acaso.

'Duas gatas
numa caixa de papel
dois dias antes do fim'

Difícil é saber
sentir
o momento certo
para o bom
e velho bota-e-tira-e-bota.
uma vez feito
isso e
qualquer coisa pode ser um poema

Escrevo esse enquanto
preparo o almoço.
faço qualquer coisa
e quase deixo
cair no chão
a massa
ainda crua

como o poema

olho a sala
e a briga
acabou
só resta agora
uma gata dentro
da tal caixa de papel
esquecida sob a janela
numa tarde de vento forte
quase no fim do inverno

O que não se pode dizer
para efeitos poéticos
é que o lado que a caixa estava
era o de dentro
e que a briga nem mesmo era
por ela
e que o nenê agora chora
enquanto a massa ferve
e quase tudo passa do ponto

como o poema

enquanto escrevo
um punhado de coisas
sem sentido
num caderno apoiado
sobre a pia da cozinha
um punhado de coisas...
que mais tarde tornar-se-ão
em versos mais ou menos
organizados
num poema.

A briga acabou
a massa aprontou
o bebê parou
de chorar
e eu não vi
o fim de qualquer coisa
por conta deste tal -maldito- poema
que talvez funcionasse bem
sem tirar
nem por
qualquer coisa.

Agora, já
distante do efeito embriagante
dos versos
inicialmente ingeridos
penso pra quê?
tando trabalho por um poema...
que talvez funcionasse melhor
do jeito exato
como foi escrito
inteiro
pela primeira
(e, provavelmente, única)
vez.

Meu corpo, meu caro, caro corpo

Crônica publicada no caderno Mulher Interativa - Jornal Agora - outubro de 2012.

Molho a pena imaginária no pote do saudosismo – culpa dele o gotejar de reticências – e me permito essa carta pública a um remetente que a dispensa, uma vez que me lê do avesso, mas... a outros tantos, tem valia – e eu inclusa neles:


Foto datada de março de 2011 - 1 ano antes do tal 'grande dia' citado neste texto. 
Antes de qualquer coisa: quem é você e o que você fez com aquela que costumava ser eu? Não leve para o lado pessoal, sim? Sei que nenhum de nós tem culpa, mas a atual situação está insustentável - convenhamos! As mudanças são tantas e tão drásticas que, num dado momento, você se tornou um completo estranho para mim - e isso foi muito difícil, uma barra, especialmente nos primeiros dias - eu mal conseguia te olhar nos olhos. Creio que te deva desculpas por conta disso.

Com o passar do tempo e a considerável diminuição da sua -nossa- silhueta, acredito que tenhamos assinado uma espécie de tratado de paz - não que antes estivéssemos em guerra, afinal, sempre fomos aliados e fizemos juntos o que de mais grandioso se pode fazer na vida: geramos uma nova vida! Pusemos no mundo uma linda e encantadora criaturinha e isso, obviamente, teve um alto custo - tem mesmo que ter, é justo. Custo esse que ainda estamos pagando, das mais variadas formas, embora a mais cara delas não caiba em números.

Digo que fizemos juntos porque ter um filho é uma tarefa exclusivamente da mãe - fazer, sim, outra participação pode reivindicar o mérito, criar, também, mas ter, no sentido 'parido' da palavra, não.

Só nós dois sabemos o quão pesados eram aqueles 20 quilos extras, o quão doídos eram os movimentos mais simples e o quão doido o mundo se tornou durante aquele verão, aquele maldito verão em que os sapatos não cabiam, em que os botões não fechavam... e todo aquele cós de elástico e os tops no lugar dos sutiãs e  a saudade de enxergar as próprias partes íntimas... Incontáveis litros de cremes e óleos a nos besuntar dia após dia... E das noites, então, melhor nem lembrar! Tempos difíceis foram aqueles... Tempos maravilhosos!

Apesar de todos os pesares, nos sentíamos tão lindos: você e eu com ele dentro. E desconfio que estivéssemos mesmo, a julgar pelo olhar de encantamento com o qual todo o resto do mundo nos assistia passar - encantamento com uma pitada de pavor, algo do tipo "tomara que essa mulher não tropece agora ou vai cuspir o bebê aqui"- e não tropeçamos, seguimos juntos, firmes e fortes [bem mais fortes do que firmes] e trabalhamos até o grande dia... em que o tão esperado trabalho não aconteceu nem como nem quando esperávamos, mas nem por isso foi menos grandioso o dia em que ele veio - e veio bem, muito bem,  a nos olhar pela primeira vez... E fez de tudo tão menor... E fez de nós tão melhores, apesar da aparência!

E se por conta disso ganhamos estrias que nos farão aumentar a barra dos shorts e a necessidade de sutiãs três vezes maiores e mais reforçados... E se o nosso cabelo já não é o mesmo, e se ganhamos uma profunda cicatriz no abdome que um dia foi nosso maior orgulho - e que, provavelmente, nunca mais será o mesmo - e se nem nossa bunda parece a mesma, fazer o quê?

Como se pode tanto lamentar, quando se tem uma fonte inesgotável de orgulho a carregar agora fora do corpo? Simples: lamentando – é a parte mulher que se sente diminuída pelo espaço que ocupa a parte mãe. E não dá para ser mãe E mulher E linda como ambas? Dá... Mas requer dedicação, um punhado de paciência e outro de realismo: difícil algo se manter o mesmo depois de tudo que vivemos...

E que graça tem em ser o mesmo?

Bom mesmo é ser novo a cada dia e ter histórias a se contar sobre as velhas coisas.
Desculpe pelo longo texto, Seu Corpo, meu corpo, corpinho, já que somos íntimos, mas era preciso dizer tudo isso antes de te agradecer: obrigada por me levar por aí mesmo quando não quero muito fazê-lo e por se mostrar mais forte e resistente que eu poderia supor. Obrigada por fazer aquela magia -não encontro outra explicação- de encantamento que mantém um homem morrendo de amor por nós, mesmo tendo ele nos visto de perto no pós-parto - e melhor ainda: obrigada, mas muito obrigada por fazer tudo isso e, finalmente, voltar a caber naquele jeans 38! Você é mesmo demais, meu caro – jamais me deixe dizer o contrário!

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