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sábado, julho 30, 2011

Irrelevantes

sábado, julho 30, 2011 2
Apesar das inúmeras promessas timbradas em páginas e páginas de literatura "especializada" pretendendo revelar, passo-a-passo, os segredos do universo feminino, do masculino, do que um deve fazer e/ou esperar do outro na cama, na vida social, no insuportável cotidiano, ou mesmo na mesa de sinuca, não existe, de fato, entre nós, mulheres, um consenso do que se esperar deles, os homens. Ao menos não de forma declarada. Não que não seja possível tê-los, vários deles, mas não se pode fazê-lo. Não sem correr o risco de ser tachada de superficial, preconceituosa, mulher devoradora de homens sem coração - sem coração, ela, sempre ela, obviamente. Mas, falando francamente, e submetendo-me a todos os riscos e rótulos consequentes, há, sim, um ou outro critério que se costuma – ou que se deveria – atentar no primeiro sinal de um aproximar masculino. Coisa pouca, bobagem, nenhuma novidade, mas que acredito ser de certa relevância. A saber:

Ilustração de Lorde Lobo - Crônica Publicada no caderno Mulher Interativa do jornal Agora


Homem não tem que ser bonito. Apenas elegante, cheiroso, charmoso. Alto, mas não muito: o suficiente para nos deixar subir nos saltos mais absurdos sem perder o contato visual; forte, mas nem tanto: o bastante para nos carregar no colo, de vez em quando, sem fazer caretas que te façam sentir “um certo pesar” inoportuno. Bom de papo, bom de garfo, bom de cama, bem-humorado, bem-apessoado, bem-informado – dos assuntos que nos interessam, claro. Descolado, desencanado, insinuante, inquietante! Interessado e interessante!


Dele pouco importa a idade, desde que não pinte os cabelos:  é bom que os tenha grisalhos, mas daquilo que se pode trazer na cabeça, eis um item de menor importância! Não há de ser tão jovem que nos envelheça, nem velho que enrubesça. Deve estar no ponto em que guarda nos olhos um desejo sempre novo e, na boca, uma imensa ânsia só aplacada por beijos cheios... É bom que tenha nas mãos, toques suaves e pegadas brutas. E do corpo, espera-se o mesmo que das atitudes: que seja firme e flexível, e que, por mais confortável que esteja, jamais se acomode! Que jamais se incomode em aprender um ou outro truque novo, por mais experiente que seja. 

Nem é preciso a ele trazer tão disciplinadas a barba, a barriga, a compostura – mas se souber um pouco sobre vinhos, se for um bom cozinheiro... Se gostar de praticar exercícios e estes já tenham deixado nele a mostra os benefícios... Se tiver um estilo blasé, trazendo a barba propositalmente por fazer, mas não tiver receios em deslizar a gilete por outros pelos... Torna-se relativamente mais interessante!


E ao contrário do que dizem certas pesquisas de base duvidosa, não se espera dele riqueza -toda mulher de valor sabe que a ela cabe fazer e cuidar de sua própria fortuna- mas, se ele quiser pagar a conta, se puder fazer viagens fora de hora... Se trouxer um ou outro presente fora de data... Se assim quiser, se fizer muita questão, se insistir um bocado, não se pode dizer que não... Homens não precisam nos cobrir de agradinhos, mas se o fizerem com o corpo, cheio de fome mesclada com carinho... Se o fizerem com elogios apropriados ao nosso inconstante estado de espírito, não nos farão nada mal!

E em troca, às mulheres cabe trazer longos e soltos risos e cabelos, ter bons o papo e a bunda, saber fazer bom uso da maquiagem, da moda, dos saltos e saltitares, das bocas e olhares, das mãos e pés e tons de voz, das vantagens trazidas com a idade – de preferência sem que essa se faça aparente quando muita. Não é preciso saber cozinhar, mas quando deles os apetites mantemos devidamente bem alimentados, são facilmente contentados... 


Nada fácil pra um entender o que dar e o que oferecer ao outro... Nada bom admitir o tamanho do preconceito embutido nas relações humanas.

A menos, é claro, que ela se apaixone.  
A menos, é claro, que ele se apaixone. 

De preferência, um pelo outro e o outro pelo um – há de ser algo relevante! Nesse caso, tudo já dito, ouvido ou sentido antes, todo o conjunto de saberes contidos em textos como este, torna-se “patavinas” – apenas mais um dizer obsoleto
– apenas mais uma crônica irrelevante!

terça-feira, julho 26, 2011

Sobre a rua

terça-feira, julho 26, 2011 1

"a noite transforma a rua" - by Ju B.





A mesma
rua
do dia
a mesma
árvore
da rua
o mesmo
olho
o meu
porém agora
distante[s]
do olhar
do dia
deixam-se
encarar
deixam-se
encantar
pela noite
e suas tantas
luzes e sombras
e lua[s]
artifícios [-ais?]
que sobre as mesmas
ruas transforma
a alma
do dia
naquela mesma
rua à noite
vazia.

segunda-feira, julho 25, 2011

Tempo ao tempo

segunda-feira, julho 25, 2011 0
Ilustra by Marguerite Sauvage


Uma vez
superada
resta a ela
[se] superar!

quinta-feira, julho 21, 2011

Da [falsa] liberdade

quinta-feira, julho 21, 2011 2
 'liberdade ilusória', de Ju B.




A ilusão vive
nas grades
nos homens
na liberdade
ou na existência
de todos eles
de qualquer um
[?]

afinal, quem está aqui
capturado
[?]

o instante
o olhar
um homem
ou não
mais que uma imagem dele
[?]

quarta-feira, julho 20, 2011

Resquícios

quarta-feira, julho 20, 2011 2
Ilusta. de 'Celluloid': HQ erótica de Dave McKean



"Que pena"
pensei
eu
ter visto
alguma
dignidade
tua
perdida
atrás da porta
do meu quarto
mas era só
um resto de pó
dormindo
sobre a sobra
da sombra do que
ainda não foi
e nem
há (?)
de ser
um dia.

terça-feira, julho 19, 2011

atravessada

terça-feira, julho 19, 2011 1
Piercing by Mckean
Sempre que lhe dou
as costas
o passado me atravessa
feito saudade
feito navalha

quente que corta
a carne sem sangrar

meu corpo
inteiro é
ferida aberta
a doer, a alma
(incerta) a congelar

e ja não sinto as pernas
e já nem tenho os braços

e já
nem sou
e já nem sei
de onde vieste?
mas sei que aqui estás

cravado neste agora
que não tarda a findar

fundido num tempo sempre
mais longo que as badaladas
podem cantar, mais lento
que sabe ele contar
o ponteiro, o pequeno

se eu tivesse olhos
nas costas estaria deles cega.

segunda-feira, julho 18, 2011

Três cacos

segunda-feira, julho 18, 2011 1
[bom para os cacos é serem largados para
que uma vez soltos possam se encontrar
com a oportunidade de formar um novo
mosaico]

[bom para as mãos é se espalmar
os dedos abertos deixando o sangrar 
a mostra até que a ferida exposta possa
fechar]

[bom mesmo às pessoas é deixar
que os cacos caiam, que o sangue 
escorra, que a vida corra, antes que 
o tempo morra]

by Mike
Bom mesmo é
quando a gente consegue
se livrar
dos cacos
que se fica a guardar
que se fincam em um
lugar qualquer
ainda que doa 
um tanto para
abrir os dedos 
gentilmente
para os largar
de mão
definitivamente
quando a gente consegue
se livrar
dos cacos 
é [mesmo] bom.

domingo, julho 17, 2011

Dois pass[ar]os

domingo, julho 17, 2011 0

Talvez seja só necessário

alçar ao céus boas asas

para um vôo solitário

Fonte: incerta

...
Fonte: Smugmug


Voar sozinho

por vezes é possível, é [um mal] necessário

mas pousar acompanhado pode

também se mostrar bem

agradável!


NOTA: poemas escritos primeiramente para acompanhar duas diferentes "fotos do dia" do jornal Agora online, [não estas postadas aqui] - a primeira de Fábio Dutra [dia 15/07] e a segunda de Deyver Dias [dia 17/07] - clique no nome dos fotógrafos para visualizá-las.

sábado, julho 16, 2011

Meio mau -crônica

sábado, julho 16, 2011 0
Ilustração de Lorde Lobo - Crônica Publicada no caderno Mulher Interativa do jornal Agora


As pessoas não são boas umas com as outras”,
já dizia o meu querido Hank*. 


E nem é preciso acompanhar o noticiário ou as páginas policiais para constatar a verdade de tal afirmação. Basta ser uma pessoa e, inevitavelmente, ser também vítima e malfeitor. Ser um idiota completo faz parte de nossa natureza, por mais lamentável que isso seja, por mais que possamos travar uma luta diária, e por vezes vencer, e em muitas delas abafar, jogar ao longe, trancar num lugar secreto e obscuro a parte maligna que mora em nós, ela ainda continuará lá, a morar em nós. Ainda que em uns ela esteja menos evidente que em outros, ela existe em todos. E negá-la não a tornará menos presente.

A dualidade faz parte da vida, da sociedade e, em menor escala, do ser. Um mesmo momento especial, repleto de boas sensações, acaba sendo marcado – e, infelizmente, de forma até mais profunda – por atitudes de pessoas que, simplesmente, não conseguem ser boas umas com as outras por umas poucas horas consecutivas. São mesquinhas, invejosas, grosseiras, egoístas, pisoteiam outros na tentativa de ganhar algum destaque, ainda que por más razões, já que não possuem méritos que os elevem por si. Vemos isso em todo lugar: em festas de família, em eventos culturais, dentro de nossos relacionamentos mais seletos, dentro de todas as páginas, das sociais às policiais:

“As pessoas não são boas umas com as outras”

Não é que elas não queiram ser... Elas simplesmente não conseguem. E muitas vezes nem percebem o quão más estão sendo. E muitas vezes desconhecem o quão más podem ser, até que a ocasião lhes oferte uma oportunidade. E o pior não é saber que elas estão em nós, e que nós, estamos nelas, o pior é que nos esqueçamos disso! Aquele que se julga melhor anda como se fosse mais alto, senta como se a ele pertencessem todas as cabeceiras, fala como se de tudo soubesse mais, julga – aos outros – sem dar margem a qualquer defesa e, assim, deita a cabeça no mais confortável dos travesseiros: o da ignorância!

“As pessoas não são boas umas com as outras”

Mulheres agridem crianças, crianças agridem umas as outras, homens agridem mulheres – nem sempre necessitando de força física – e eu, me pergunto: onde foram parar os instintos? O maternal, o fraternal, o protetor... Todos parecem subjugados pela besta que ocupa cada meio-ser. E por que a outra metade, tão forte quanto, se deixa apagar? Difícil saber... Talvez por ser de preservação o instinto primordial, talvez por ser mais cômodo dar a vitória do que comprar a luta, talvez por sua natureza ser tão boa que não conceba lutar, agredir a outrem, ainda que para se defender...

Talvez porque, assim como a vaca que pasta no campo, presa por uma corda fina, sua principal amarra seja a psicológica não lhe faltam forças, o que lhe falta é vontade de lutar! Falta a ciência de que há outro mundo além daquele ao qual está amarrada. Como a mulher que se sujeita a brutalidade de um homem, quer ele atenda por marido ou não. O que lhe impede de revidar, não é uma aliança, não é um sobrenome, não é amor... É a falta de forças de alguém que teve a autoestima esmagada de tal forma e por tanto tempo, que já nem consegue enxergar o absurdo que é qualquer mulher ser tratada como uma mulher qualquer, justo por aquele que deveria ver nela – e dar a ela – só a melhor parte do seu ser. Justo? Não, nem um pouco!

“As pessoas não são boas umas com as outras, talvez se elas fossem suas mortes não seriam tão tristes”. 
E suas vidas, já não são?


NOTA: Os versos citados foram extraídos de “O estouro”, um poema de Charles Bukowski* [diga-se de passagem, o preferido da autora desta crônica]

segunda-feira, julho 11, 2011

Uma (ligação) fracassada

segunda-feira, julho 11, 2011 1
by Ju B.


Ela ria
sozinha
do outro lado
da linha, dizendo
que eu jamais
havia pago
uma conta
uma vez
que eu morava
sozinha
neste
novo endereço desde
fevereiro
e agora estávamos
em junho
ou julho
numa outra estação
e eu dizia já ter
quatro
contas em atraso
mas era ela
quem estava contando
e rindo
sozinha
do outro lado
da linha
e não eu.

domingo, julho 10, 2011

Evento: Dia do Rock

domingo, julho 10, 2011 0
Dia 13 de julho, quarta-feira, das 20 às 22h, no Centro Municipal de Cultura de Rio Grande, será comemorado o Dia do Rock.

Para celebrar a data, diversas bandas e músicos locais se reúnem apresentando o melhor do Rock' n' roll. E, entre eles, lá estarei eu [Ju Blasina] servindo de 'Cavalo do Rock' ao apresentar textos escritos por grandes rockers - a maioria, direto 'do lado de lá':
Elvis, Lennon, Janis, Jim, Dylan, Patti, Courtney e Kurt. E algo meu, talvez...

O evento é gratuito! O CMC fica na Marechal Floriano, nº 91. So... 
He, ho, let's go!

sexta-feira, julho 08, 2011

Urubu

sexta-feira, julho 08, 2011 0
Pousa nas penas o agouro das cores
pombas, quisera eu que elas fossem
brancas, pena, nem mesmo uma é

Buzzard feathers by Tina Negus

Nota: último fruto da primeira edição de desafios poéticos estabelecidos entre V. Camargo Junior e eu. Estilo: Poetrix* - Tema: Urubu
*Poetrix - forma poética fixa que se limita a 3 versos, cada um de no máximo 10 sílabas poéticas, não ultrapassando 30 sílabas no texto todo. Deve ter título, não é obrigatório que tenha rimas, mas é importante que se abuse das figuras de linguagem [definição by dasartesimpuras.blogspot.com]

terça-feira, julho 05, 2011

Quitutes escandinavos

terça-feira, julho 05, 2011 1
Não se sabia do que eram feitos.
O sabor, só conhecia aquele que se arriscava em prová-los.
"Crocantes por fora, macios por dentro"
Era a curiosidade a trair os clientes.
E os gatos da redondeza cavavam sem encontrá-los.

Trufas, by Ju B.

Nota: Esse texto é mais um produto oriundo das madrugadas etílico-literárias, passadas com V. Camargo Junior. Dessa vez, o desafio trouxe como estilo o Miniconto, sob inusitado tema "cocô de gato".

segunda-feira, julho 04, 2011

Do papel da rolha

segunda-feira, julho 04, 2011 1
Créditos da imagem: (?) reprodução // internet
















Há os que vivem para servir, saciar
vazios, preencher lacunas, aplacar
a fome dos que servem para viver (num magote)

seja de carne, de vidro ou de vida

Há ansias tão imensas que para subsistir
sem deixar a si mesmas consumir
algo lhes precisa conter (um garrote)

seja de força, de vontade ou de cortiça


*Poema escrito numa brincadeira de desafios poéticos estabelecida entre o poeta V. Camargo Junior e eu, numa madrugada fria e produtiva!
Tema: Rolha // Estilo: Indriso [o meu primeiro]

sexta-feira, julho 01, 2011

O que um gato pode comer

sexta-feira, julho 01, 2011 3
NOTA DA AUTORA - PARTE 1: Gatos não podem comer: chocolate e doces em geral, comida temperada, comida que não seja feita para gato e ponto! O que um gato não deve comer: coisas cruas, determinadas plantas e insetos, por mais apetitosos que esses possam parecer - o mesmo vale para brincos e outras pedras brilhantes, folhas de livros e revistas, assentos de cadeiras ou qualquer tecido que revista pessoas ou os móveis delas, e etc, etc, etc!!!  

E o que um gato pode comer??? Hm... Eis a questão!

Ilustração de Lorde Lobo - Crônica Publicada no caderno Mulher Interativa do jornal Agora

Semana começou com um frio tremendo – e põe tremendo nisso! Poucos dias tremidos depois, minhas narinas tornaram-se inúteis para o que se espera delas, dificultando toda e qualquer inspiração. Minha cabeça doía e outras partes, entre ela e o dedão do pé, também. A umidade do ar tornava estranho o meu cabelo, e o meu humor, nem se fala – o que, em tais circunstâncias, não se admira. Desejei reiniciar a semana! E ela, por sua vez, desejou reiniciar a mim. E o fez!

Convalescença – definição enciclopédica: substantivo feminino, associado à medicina. Período de transição entre a doença e o restabelecimento das forças e da saúde. Ou, segundo uma convalescente: período em que o simples ato de exercer a liberdade de ir e vir não se mostra tão simples e muito menos livre quanto se diz ser! É também um momento de introspecção e, em alguns casos, de reclusão e isolamento, ainda que forçados. E é quando estamos sós, e, pela primeira vez, adoecidos, que percebemos a falta que um par de braços, outro de pernas, ambos úteis, podem fazer!

Por mais visitas que um período de desgraças possa atrair, quando se divide a casa com um animal de estimação, resta a ele a tarefa de nos fazer companhia em tempo integral e, ainda que por falta de opção, ele o faz – e o faz melhor do que qualquer humano poderia fazer! Tanto que acaba por simular um convalescer parecido com o nosso, seguindo a teoria de que sofrer acompanhado é um pouco melhor do que só! Ter uma gata como enfermeira é algo bem... interessante, mas tem lá seus contratempos: vez ou outra ela sai a pisotear sua amada paciente, nunca alcança o que é preciso (outro dia, lhe pedi um cappuccino, e ela, trouxe?) e além de tudo, ainda é preciso deixar a cama esporadicamente para lhe limpar a areia, levar a água e ver a comida – sim, ver, pois a comida lá está, ela é que, só, não gosta de comê-la - e quem gosta? Eu, não!

E enquanto os humanos – apressados, ocupados, irritados – vêm e vão, a vagar pela casa, em breves visitas a circundar minha cama, com ares exagerados de leito de morte, ou em breves e vagas ligações, mensagens, memórias – em minha vida, ela permanece, imóvel, a zelar meu sono com se fosse o seu. È impossível estimar quanto vale um amor assim.

E há quem questione a lealdade dos felinos...
Há quem questione coisas demais por aí!

Doenças oportunistas são uma forma nada sutil do universo nos dizer “sim, você quebra, não, isso não é difícil e, só para lembrar, essa coisa fofa na qual você está sentado é a palma da minha mão, portanto, seja educado, filhinho!”. Sendo assim, nada nos restar a fazer a não ser reclamar, esbravejar aos quatro cantos, até perder a voz, ficar sem forças e adormecer quietinho tentando escorrer novamente por entre os dedos daquela bruta mão que nos mantém prisioneiros. São também bolas de ferro invisíveis que repentinamente se prendem a um pé, antes saudável, mas que, seja por sorte ou bom uso de uma série de fármacos, com a mesma pressa com que vêm, vão, deixando pra trás um pequeno rastro, senão de sequelas das mazelas, de lições que só se aprende com elas – eu ganhei uma delas:

A de que não é na saúde, mas, sim, na doença que percebemos quão fortes são os laços que atam uns aos outros. E que a maioria dos laços formados entre leves sorrisos podem ser desfeitos com breves espirros, enquanto laços feitos no silêncio de um olhar felino, estes, continuam firmes. 

E se me perguntassem “por quê?”, eu mentiria, dizendo que “um gato comeu minha língua!”, quando, na verdade:

um gato comeu minha dor,
com uma espécie de amor que nunca finda.

Rukia, "olá, enfermeira!". Foto by Ju B.


NOTA DA AUTORA - PARTE 2: A autor passa bem, obrigada, aceita mimos despretensiosos e afirma que a doença não deixou sequela alguma, além das citadas neste texto. A gata, se recuperou com sucesso - e aceita, feliz, a veneração dos seus humanos! Obrigada!

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