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quinta-feira, junho 24, 2010

À morte de Saramago

quinta-feira, junho 24, 2010 2


Levei dias digerindo...
Num processo lento e doloroso, nada degustativo, como ocorre quando enfiam-nos goela a baixo algo pesado, feito caroço, que além de amargo e insosso, causa a todo o corpo um enorme desgosto. E como lutar contra um processo biológico é lutar contra a própria vida, inevitavelmente tive que aceitar, que deixar ir e ficar, mesmo com aquilo que ele não chamaria alma, em aberta ferida, pois quando um morrer assim acontece, algo em mim entristece. E rara(a)mente encontra espaço para despedida...





Foto: divulgação.

sábado, junho 19, 2010

Modelo Único

sábado, junho 19, 2010 0





Publicada no Caderno
Mulher Interativa
Jornal Agora
05/Junho/10
Ilustra.: Lorde Lobo










Beleza... 
Basta estampá-la no rótulo de um produto qualquer para atrair o olhar (e consequentemente, o bolso) feminino. A beleza nos é oferecida como uma promessa milagrosa, de repente tirada do seu patamar inalcançável e posta logo ali, na prateleira mais baixa, ao alcance das mãos afoitas ou sobre a bandeja, como um brigadeiro de zero caloria que ilusoriamente sacia sem culpa, a mulheres famintas.

O absurdo que uma mulher é capaz de fazer para adquirir tal produto, não tem limites e nem é novidade: ocorre desde os remotos espartilhos asfixiantes as modernas cirurgias removedoras de costelas flutuantes; o tempo passa e os valores que nos desvalorizam continuam os mesmos, pesando sobre nós na cintura de peão, na pele de porcelana, de pêssego, de seda... Como se a beleza fosse algo alheio a nós, um desafio a ser conquistado, um produto a ser adquirido... Como se a beleza fosse uma capa que pudesse ser vestida, nos tapando, nos cobrindo, nos oprimindo.

Quando falamos de beleza, estamos falando de um conceito estabelecido por uma sociedade idealista, mas estamos falando também de um estado de espírito, um sentimento necessário para a manutenção da autoestima - e que esta última é uma necessidade básica para a felicidade feminina, não restam dúvidas. Verdade tão indiscutível é esta que pode ser usada como argumento para a obtenção de próteses mamárias (os famosos silicones) gratuitamente via sistema público de saúde. Se é justo ou não, se é correto ou não, não cabe aqui tal discussão – deixemos os julgamentos àqueles que foram eleitos para fazê-los.

A questão em foco aqui é: a que ponto nós, mulheres, chegamos? Até quando vamos nos submeter, torturar e espremer, encolhendo nosso amor próprio e muitas vezes arriscando nossas vidas, apenas para caber num molde que faz de nós tão pequenas, tão artificiais? Quando vamos perceber que este conceito de beleza, culturalmente propagado e estampado na vitrine da vaidade, costura sobre nossos rostos uma máscara, uma mesma e inexpressiva máscara, apagando aquilo que faz de nós únicas e nos transformando em réplicas indistinguíveis, construídas em lote.

É triste saber que, enquanto no oriente, as mulheres formam filas em hospitais para ocidentalizar os olhos e, com eles sua identidade, sua expressão perante o mundo, no Brasil, muitas das nossas famosas mulatas se sentem mais belas quando loiras, lisas e languidas, do que quando cacheadas e curvilíneas. Uma coisa é buscar ser o melhor que podemos ser, outra é achar que o melhor é algo que só pode ser adquirido via importação.

Quando crianças, idolatramos bonecas que moldam nosso pensar a adorar um estilo de beleza distante, muito distante daquilo que nossos hábitos e genéticas nos permitirão alcançar. E crescemos arrancando nossos próprios cabelos e costelas, na tentativa fútil de ser uma pequena boneca quando, ao invés disso, poderíamos simplesmente nos tornar grandes mulheres...

Nenhuma de nós pode ou precisa adquirir a beleza – até porque, aquela que tem uma visão negativa de sua imagem continuará encontrando defeitos, mesmo depois de ter sido redesenhada por zilhões de competentes bisturis – tudo o que precisamos é parar de buscar modelos nos lugares errados, e passar a reconhecer o valor daquilo que temos, bem aqui!

sábado, junho 12, 2010

P+2T: Especial Erótico

sábado, junho 12, 2010 1
Pois é, custou mas saiu, o primeiro e-book do P+2T (Yupi!) e num dia mais do que apropriado: Dia dos Namorados. Trata-se de uma mistura entre literatura e fotoarte - minhas duas paixões, reunidas! Nem preciso dizer o quanto estou feliz com isso, né? Mas eu digo: Yupi!!!
Por que fazer do primeiro e-book um erótico? Bom, isso você vai ter quem ler para descobrir! Baixe o seu e aprecie, sem moderação. Será um prazer ser lida por você ;)

Beijinhos - Ju Blasina









Leia/Baixe o seu  AQUI

sábado, junho 05, 2010

Sex Toys - CRÔNICA

sábado, junho 05, 2010 1








Publicada no Caderno
Mulher Interativa
Jornal Agora
05/Junho/10
Ilustra.: Lorde Lobo







Quando o assunto é sexo, você se considera uma pessoa liberal
Acha que, entre quatro paredes, vale tudo, ou essa simples pergunta já lhe parece invasiva? De qualquer forma, relaxe, pois essa crônica não pretende adentrar a sua intimidade. Talvez, só espiar um pouquinho... Em busca do seu ponto de vista, seu posicionamento sobre o assunto em questão.

Se você estiver sentindo uma certa malícia por baixo dessas linhas, lembre-se que o sentido das palavras é a nossa mente quem dá! Mas não se recrimine, muito pelo contrário: nos dias de hoje, ser inocente é uma atitude que não pega bem!

E para satisfazer a opinião alheia, tem muita gente por aí vestindo a carapaça de vinil, com medo de, sem ela, parecer careta ou pior: não aparecer! Desde que a série americana, Sex and the City (em português, O Sexo e a Cidade), fez do vibrador o melhor amigo da mulher, que muitas só faltam levar o seu pra passear, de coleira – e botas, pinos, chicotes, algemas e o que mais o espaço permitir! É como se a geração que recebeu a tão almejada liberdade sexual tivesse convertendo o “livre” em “liberal” e fazendo disso um pré-requisito social.

Ser heterossexual, monogâmico e reservado é praticamente uma afronta aos valores da sociedade contemporânea! E por conta disso, existem hoje tantos falsos gays – aqueles que buscam um envolvimento sócio-sexual (sim, porque se não mostrar, não conta!) com pessoas do mesmo sexo por razões pra lá de duvidosas, longe daquelas pelas quais a comunidade verdadeiramente gay luta até hoje!

Foi-se o tempo em que a palavra *swing qualificava os indivíduos que possuíam malemolência e samba no pé. A menos, é claro, que o sexo seja considerado um novo estilo de dança. Nesse caso, já pensou no sucesso que faria a dança dos famosos, para maiores de dezoito anos? Dá até para imaginar a sentença de um jurado: 

“Eu fico com o casal A, porque ele tem um belíssimo movimento de quadril, 
e ela, uma abertura de pernas perfeita!”

– talvez, nesse contexto, as expressões perna-de-pau e duro de assistir ganhassem novos significados... Só talvez.

As quatro paredes dos amantes modernos são de vidro transparente – tanto para ver, quanto para mostrar! E na ânsia por esquentar, sacudir e apimentar a relação, muitos casais acabam perdendo-se mutuamente – o que é compreensível... Basta contar o número de acessórios que dividem a cama! E, quando a pilha deles acaba, muitos preferem trocar os antigos brinquedos por humanos. E logo o casal vira de três, de quatro e de quantos mais couberem na vontade do *playcouple e no coração do *polyamori.

Se, entre quatro paredes, vale tudo? Vale... Vale tudo! Até mesmo dançar homem com homem e mulher com mulher! Só não vale fazer de nós os *sex toys!


*Nota da autora: Playcouple – nome dado ao casal adepto do swing, ou de outras práticas sexuais liberais. Polyamori – estilo de vida onde há, além de uma vida sexual, envolvimento afetivo com mais de uma pessoa. Sex toys – brinquedos sexuais; acessórios vendidos por lojas especializadas, chamadas sex shops.

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