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quarta-feira, setembro 29, 2010

Contos em Cantos

quarta-feira, setembro 29, 2010 0
Imagem: Federica RedSigns





"Uma vez
tendo a princesa percebido a estranheza da abóbora que supostamente a levaria para casa, desfez-se do mancar que a falta de um sapato causava e partiu, bravamente, a desbravar a noite fria..."


terça-feira, setembro 28, 2010

It's a rainny day

terça-feira, setembro 28, 2010 0







My soul is blue
When the sky is gray
My mind flies... so far away

[It's a rainny day]





[Tradução: Minh'alma é blue* (*triste) - Quando o céu é cinza - Minha mente voa... tão distante //É um dia de chuva]


Ilustração: "Paper Birds" by Kmye Chan

segunda-feira, setembro 27, 2010

Até que o amor os separe...

segunda-feira, setembro 27, 2010 0
...ou una, de uma vez por todas
Publicada no Caderno Mulher Interativa - Jornal Agora
25-26/Setembro - Ilustração de Lorde Lobo

Pessimistas, feministas e masoquistas acreditam que a forma mais fácil de odiar uma pessoa é casar-se com ela – basta deixar que a vida aconteça e assistir até que o amor os separe. É preciso amar para de fato atar sua existência a outra. É preciso amor para aceitar que aquele ser amado já não fica bem neste laço. É preciso muito amor – e coragem – para desatá-lo. E, por fim, é preciso ainda mais amor, para lutar contra as perspectivas, superar as expectativas e permanecer, nos dias de fartura e nos de seca – de juventude, de saúde, de alegria, de paciência... 

E, quando falamos de nuances, é preciso estar na pela de uma mulher para entendê-las. Ou criá-las...

Ela está sentada: pernas entreabertas, vestido estrategicamente bagunçado deixando as coxas à mostra e “acidentalmente” um pouco da calcinha – escolhida a dedo – vermelha. Decote descaradamente aberto expondo os seios já não tão fartos. Bagunça o cabelo, tira os óculos, pega a colher que jaz esquecida sobre o que restou do pote de sorvete. Solta uma risada boba, sem propósito, olhando para a tela da Tv sem fazer a menor idéia do que está passando. Não importa. Desde que o alarme improvisado funcione... Ainda não foi dessa vez! É preciso outra risadinha, agora um pouco mais alta e... ah, funcionou!

O marido, de costas para o sofá em que a esposa se encontra, parece, aos olhos dela, estar trabalhando em “algo inútil no maldito computador”. Ao ouvir o barulho, se vira na direção daquilo que ele julga ser a fonte de tamanha graça: a Tv, não a mulher – que acabara de entrar num estado de desespero silencioso. Sem captar o motivo de tanta risada, ele a olha, de relance... “É a minha deixa”, pensa ela, e lambe a colher de sorvete, lentamente, fingindo-se distraída. Joga uma das pernas sobre o braço do sofá, como lera no manual de sedução de sua revista favorita.

E ele... Não, ele não volta para a “porcaria importantíssima” em que estava trabalhando. Ele para. E, por alguns instantes, olha fixamente para aquele “quadro recém pintado”, como quem acabara de chegar num espetáculo já no meio, tentando entender “o que diabos eu deveria entender?”. Acontece que ela é tão convincente em seu papel de distraída que ele acredita e volta ao trabalho. E ela ri, agora não mais um riso forçado – ela gargalha, sentindo-se a mais patética das criaturas. Ri de si mesma e daquela situação ridícula. Ri dele e da porcaria da colher que nem gosto de sorvete tinha mais! Ri, enquanto algumas lágrimas lhe trazem a boca o gosto das memórias.

Ah, o casamento... O deles sempre foi formidável! Casaram-se apaixonados, ambos realizados em suas carreiras, ainda jovens e bonitos. O convívio era excelente: dividiam tudo, riam de tudo, pareciam saídos de um comercial de margarina. E o sexo... Uau! A química era perfeita! Bastava um toque e a combustão era imediata – mal podiam se olhar! Formavam, sem dúvidas, um casal perfeito! Tinham um casamento invejável! Tinham... E agora, mal podiam se olhar...

Quando se pegou pela primeira vez perdida em tais pensamentos, culpou a sogra, o trabalho, a TPM: “precisamos de férias, é isso!” e as férias vieram, e foram, e vieram de novo, repetidas vezes – as dúvidas e os culpados também: as crianças, os hormônios da menopausa, da andropausa, a casa: “precisamos redecorar” o feng shui salvou o meu casamento – dizia a matéria da revista. E a casa teve um arco-íris de cores, um leque de estilos e uma dúzia de endereços. Fizeram terapia, aulas de dança, meditação, medicação! “Mas tudo bem, isso é absolutamente normal... Nosso casamento é perfeito!” – repetia isso como a um mantra, tentando convencer a si mesma.

Mais tarde, bem mais tarde, ele reclama que ela está com dor de cabeça, novamente – “deve ser de tanto que rir”, pensa ela, um tanto irritada e outro, magoada. Mais cedo, bem mais cedo, ele não era assim... Achava sexy até a cara que ela fazia enquanto escovava os dentes. Fugia dele pela casa, sempre que se arrumava para uma festa. Ela lhe achava tão chato; ele lhe achava tão linda! – ah, como ela se arrependia por não ter aproveitado mais! Como queria ser “chateada” esta noite!

Acontece que ele ainda a achava “tão linda”, só não entendia o porquê dela sempre “parecer” recuar quando ele tentava uma investida mais íntima – “Deve ser impressão minha, só pode! Afinal, ela sempre gostou do meu jeito” – e lá ia ele novamente: na mesma hora de sempre, com a mesma mão no mesmo lugar de sempre (mão esquerda no seio direito). E essa noite, não seria diferente. E ela, respondia com a mesma frase de sempre, a qual ele estranhamente não havia decorado: “vai devagar amor, preciso de mais clima...”

“Clima? Antigamente podia nevar que ela estava sempre no clima” – pensa ele, um tanto irritado, outro, magoado, mas não fala. Só faz uma careta e recolhe a mão – uma careta que, mesmo no escuro, ela consegue perceber e responder, por meio de um longo e profundo suspiro.

Já é madrugada e ela mal dormiu, pensando na ironia de sentir saudades de alguém que está fisicamente tão próximo... Até que, subitamente, o corpo dele, sem sequer acordar, procura o dela... Já é quase de manhã, já faz quase uma semana, um mês, ou talvez dois – quem está contando? – então, ela sorri e se contenta com o que vem e como vem. E lá vem ele com a boa e velha mão esquerda sobre o seio direito, como sempre foi... E veio. E foi. E ela, bem, ela continua acordada, pensando no quanto gosta daquela mesma mão, daquele mesmo homem, daquele mesmo jeito... Como sempre foi.

Quando acorda, o marido já saiu para o trabalho. Ela cheira o travesseiro dele, sorri e se levanta. Vai até o banheiro e toma um longo banho, vistoriando o próprio corpo atrás de algo que mereça levar a culpa, algo que esteja “fora do lugar” e encontra muitos suspeitos, mas nenhuma prova concreta. Encara o espelho, num momento profundo em que vê muito mais do que gostaria... E chora... 

Chora por tudo o que mudou, e pelo que nunca vai mudar, chora porque ele é tudo o que ela mais ama no mundo, chora por ter um “casamento perfeito” e chora, simplesmente porque gosta de se ver chorando ao espelho.

Nota: crônica produzida sobre o conto “O casamento”, escrito pela mesma autora em fevereiro de 2009.

domingo, setembro 19, 2010

Intensidade

domingo, setembro 19, 2010 1
Fotografia: Lu Mattos; Modelo e arte: Ju Blasina








Amar
Até sentir
A carne viva

quinta-feira, setembro 16, 2010

Ani.versar

quinta-feira, setembro 16, 2010 0
Ilustração: Nela Dunato
Não menti
sobre ti
meu lamentar

Não cresci
por guardar
meu soluçar

Não pedi
ao teu passo
um apressar

Não senti
sobre mim
o teu pesar

Não parti
por sentir
teu apertar

Não fugi
pra correndo
te encontrar

Não temi
outra vez
te ver chegar



Por mais que esse poema possa expressar outra coisa, a verdade é que eu adoro fazer aniversário! Não sei se porque ter um dia para chamar de "meu" alimente este ego enorme que todo poeta/escritor tem, ou se isso se deve ao fato da outra alternativa não ser "muito" convidativa... Então, por mais que eles se tornem progressivamente mais pesados, desejo que ainda me venham muitos, mas muitos...
♫...muitos anos de vida...♪
[Pelo "meu" dia, 15/09, celebrado ontem]

sábado, setembro 11, 2010

Pertence ou Não Pertence

sábado, setembro 11, 2010 6
Numa sociedade de valores questionáveis, onde o conceito de posse é supervalorizado enquanto o de privacidade, ignorado, torna-se cada vez mais difícil etiquetar corretamente "o que pertence a quem" – um paradoxo da vida moderna. Primeiro, porque todo mundo parece querer ter o mundo, para rapidamente divulgar tal aquisição, até que outro venha e a tome para si. Segundo, porque a única coisa que alguém possui de fato nesta vida é o próprio mundo:

Aquela pequena bolha de realidade que se forma em torno de um ser, a qual ele colore e preenche ao seu bel prazer, criando aquilo que lhe representa de forma única perante as outras bolhas que flutuam no mesmo espaço.


Publicada no Caderno Mulher Interativa/Jornal Agora
11-12/Setembro - Ilustração de Lorde Lobo


As relações constatemente estabelecidas entre essas bolhas são de intersecção, nunca de posse, independente daquilo que os envolvidos por elas acreditem. Vez ou outra, vidas se cruzam, bolhas se topam e o conjunto de pertences que um indivíduo carrega, passa a compartilhar um mesmo espaço que o conjunto que lhe é alheio, mas que pouco a pouco revela alguma coisa em comum. Em alguns casos, cada vez mais raros, em que o espaço é divido e não somado, a união perdura...

E a bolha mista que dela se gera, expande-se... Progressivamente... Até englobar os seres originais de tal forma que é praticamente impossível distingui-los.

Porém, na maioria das vezes, as pseudorrelações de posse estabelecidas entre os indivíduos são difíceis de acompanhar, tamanha a efemeridade com que se formam e deformam - pessoas pulam incessantemente de bolha em bolha, transformando e sendo transformadas, até voltar a sua própria bolha, contabilizando custos, perdas e ganhos. Sorte daqueles que podem, via internet, contar com a clarividência fornecida pelas oscilantes atualizações de estados (civil, geográfico e emocional) dos perfis virtuais mais próximos - o mesmo recurso que acaba com a privacidade é o que nos polpa de situações mais embaraçosas que um encontro de bolhas desavisadas poderia proporcionar. 

E o jogo do "está ou não está contido" acaba numa porção de conjuntos vazios, ansiosos por preencher suas lacunas de existência com uma série de coisas que nunca serão de fato suas.

As coisas, pelas quais tantos vivem, lutam e morrem, não sabem a quem pertencem. Elas não sabem sequer os nomes que lhe são atribuídos, porque em sua simples existência, as coisas não têm nomes, elas apenas são, sem maiores pretensões. As coisas não têm valores, as pessoas, sim, e os deturpam a todo instante. Quem tem filhos como forma de prevenir-se contra a solidão, carece de alternativas para lidar com a própria individualidade. Quem acredita ser dono de um animal, confunde o significado de "humanidade" com uma falsa caridade, um orgulho tolo que o impede de olhar para outras vidas a partir de um mesmo patamar. 

Sempre que duas bolhas se conectam, ambas se enriquecem, e está riqueza, impossível de mensurar, é a única que conta, a única que prevalece, mesmo depois do estourar das bolhas.

Da mesma forma, aquele que escreve em linhas espirais que giram em torno do próprio umbigo, não precisa de leitores, precisa de um diário. Peguemos como exemplo, esta crônica, que num dado momento foi concebida no mundo das ideias de uma autora, e de lá saiu para um papel, pulando deste para o meio digital, onde passou por diversas outras mentes e mãos com as quais interagiu até, finalmente, chegar às suas e, no entanto, já não pertence a mim, nem a ti. Não pertence à coisa alguma: está livre para apenas "ser" - e é...
...Embora esteja longe, muito longe de ser apenas mais um conjunto vazio.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Oqdz... 12 [parte 2]

quinta-feira, setembro 09, 2010 2
Ilustração: Marguerite Sauvage
Da Razão...

... Enchia a boca de razão ao provar-lhe errado.


Da Maculação...

...Sentia-se tão profana ao ver a cruz caída sobre os seios nus. Virava os porta-retratos e cobria os rostos dos santos. Já podia pecar em paz.



[Microcontos atrasados, pelo dia do sexo]

terça-feira, setembro 07, 2010

Oqdz... 12 [parte 1]

terça-feira, setembro 07, 2010 2
Ilustração: Magnus Blomster


Da briga:


 


"Não sabia se fechava a boca ou as pernas. Na dúvida, sempre
deixava as opções abertas"






[Microconto atrasado, pelo
Dia do Sexo 6/9]

quinta-feira, setembro 02, 2010

Giselle

quinta-feira, setembro 02, 2010 1
Ilustração de Magnus Blomster



Não é mulher que se leia fácil
Nem que qualquer poesia escreva
Ou se atreva a
Deduzir

Mulher cativa de olhar tão dócil
Quando só numa piscada
Tudo pode tudo quer
Seduzir


A fome criativa que a carne lhe toma
Escorre lasciva dos versos que é dona
E neles, ora nos leva, ora nos doma até
Consumir





Giselle é uma mulher. É uma escritora, poetisa e sedutora. Corajosa... É uma querida! Uma amiga. E, de agora em diante, é também uma poesia!

A estrutura, não poderia ser mais adequada à rainha dos eróticos: três de quatro – espero que gostem. Feliz Aniversário, Gi!

E o presente que eu deixo para vocês, caros leitores, além da poesia que fiz para ela, é a apresentação do trabalho dela. Aproveitem - é um dia especial!
É o dia de >>> GISELLE SATO <<< Bjus ♥

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