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quinta-feira, maio 26, 2011

Eventos: P+2T por aí

quinta-feira, maio 26, 2011 1
Agenda Cultura:
P+2T e Ju Blasina: fora da web e web à fora!

MAIO

- Sexta-feira, 27, a partir das 14h30min, no 4º andar da agência do BB da Benjamin Constant, em Rio Grande,  ocorre uma Tarde Cultural aberta ao público, dentro do Programa QVT (Qualidade de Vida no Trabalho) promovido pelo banco, tendo como tema deste ano "Mais Cultura, Mais Vida". Haverá apresentações de músicas [com meu amigo Thi Ferreira] intercaladas com poesia [Ju Blasina], dança e exposição de artes plásticas. //FEITO! Fotinhos do evento:



Fotos de Lilian Guedes


    - Terça-feira, 31, das 20 às 22h, no Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen, acontece a 6ª edição do Garotas Fazem Arte. O evento é uma homenagem [ainda que atrasada, graças às chuvas de março] ao Dia Internacional da Mulher, com apresentações musicais e literárias [← oh, eu aí]. São participantes confirmadas: Claudia Gama, Andressa Gutierres, Suellen Rubira, Milene Cacciamani, Marina Reguffe, Lilian Guedes e Ju Blasina. O CMC fica na rua Marechal Floriano, nº 91, Rio Grande - A entrada é franca: apareça!

          terça-feira, maio 24, 2011

          Farfalho em gris

          terça-feira, maio 24, 2011 1
          Por Kmye Chan






          Num
          dia todo em cinza
          onde o céu é nuvem
          onde tudo é gris

          não se farfalha
          quando à sombra
          a folha falha por um
          triz.

          sábado, maio 21, 2011

          Às putas da minha esquina

          sábado, maio 21, 2011 0
          "Duas garotas, ou nenhuma" fotografia de Ju Blasina
          Estou puta da cara. Ainda não dormi, mas isso é irrelevante, assim como o é a cama, que desarrumei sozinha. Triste e irrelevante. Assim como são os textos que leio quando entediada - e desconfio que os que escrevo também. Assim como são as putas da esquina avistada da janela do meu quarto. Vejo nelas uma solidão não menor que a minha.

          Como se mensura a solidão? Pelo volume da pilha de louças numa pia? Pelo número de peças de roupas espalhadas pelos cantos de uma casa? Pelo volume, invisível, de notas nos bolsos das moças - nem tão moças - da minha esquina? Pelo tempo que uma moça, também nem tão moça, pode passar sozinha, "bem" sozinha, seminua na janela de um quarto bagunçado, numa madrugada, fria, observando putas cobertas pelo mesmo frio? Ou pelo despeito provocado ao compartilhar de um mesmo espaço com alguém que, visto de um referencial exacerbadamente elevado, parece tão pequeno?

          Penso em beber. E bebo, porque tenho as bebidas e os copos apropriados, porque sou mulher e, como tal, ajo mais do que falo, falo mais do que penso, penso mais do que escrevo - e escrevo muito! Penso em fumar e fumo. Porque até minha decadência precisa estar completa! Penso em foder e... o telefone toca. Não é quem penso que fosse, mas... quando é? Ainda assim, qualquer palavra me cai bem com duas doses de martini. Desligo, olho ao redor, a bagunça está lá, no seu lugar... Se ela não tem pressa, porque teria eu?

          Sigo lentamente, rumo à janela, de onde olho as minhas meninas, não tão meninas quanto gostariam de ser, nem minhas quanto gostaria que fossem. Percebo que uma delas já foi, encher os vazios, seus e deles. Os meus, continuam aqui. De onde vejo, a que restou me parece agora tão pequena para aquela esquina...

          "Alone in the darkness" Foto by Ju B







          Talvez a solidão não tenha tamanho, mas a arrogância... esta, pode ser enorme quando vista de um andar acima! Mas, fazer o quê? Cada um olha a vida da janela que merece.

          sexta-feira, maio 20, 2011

          Vermelha, sim, mas... de quê?

          sexta-feira, maio 20, 2011 0





          Publicada no Caderno Mulher Interativa do Jornal Agora-RS, de maio de 2011.










          Na primeira segunda-feira de maio, dia 02, promovido por um grupo de eco-feministas-espiritualistas, aconteceu a “Segunda Vermelha” – campanha em comemoração ao dia da menstruação, celebrado mundialmente em 18 de outubro. Mas, peraí... Celebrado? Comemoração? Dia do que mesmo? Sim, da própria, da “maldita” menstruação! Tratava-se de um ativismo menstrual promovido, no Brasil, pelo Coletivo de Mulheres Clã Ciclos Sagrados, de São Paulo, com o intuito de promover a valorização da menstruação em vários aspectos, incentivando as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva e encontrar o poder e a harmonia feminina através de um bom relacionamento com a “querida”.

          Ao levar uma matéria a respeito do assunto para o blog do Caderno Mulher [aliás, acesse, comente e divirta-se], me deparei com um enorme preconceito proveniente dos lugares menos esperados – é inegável o sentimento de repulsa que eu mesma senti ao imaginar-me trocando os tradicionais absorventes íntimos pelos coloridos, simpáticos e, até então, desconhecidos por mim, coletores menstruais – uma das formas ecologicamente corretas propostas pelas ativistas para a contenção do fluxo. Se bem que, “contenção” não deve ser a melhor palavra para quem busca o “poder vermelho”... Para o “recebimento do fluxo” deve soar melhor.

          [Devo admitir que tenho um certo medo de ativistas e extremistas de forma geral. O que eu puder fazer para manter deles distância ou, quando esta se torna irreversivelmente estreita, conquistar alguma simpatia, farei. Pessoas dessa lavra não costumam ignorar nada nem ninguém ao seu redor – delas, ou se é seu aliado, ou se é inimigo. E de inimigos que andam em grupos e levantam cartazes pesados nas mãos, eu tenho é medo, muito medo! Já pensou o tamanho do dano provocado por uma ‘cartazada’ na cabeça? Ou, nesse caso, pior: mulheres que lidam com sangue, devem ter parte com bruxaria! Se tiver um gato preto de estimação, então... melhor verificar-lhes os lóbulos das orelhas! Na dúvida, sorria e acene, sorria e acene...]

          Entre as alternativas propostas pela campanha está o retorno dos absorventes de pano. Sim, as saudosas “toalhinha da vovó”. Saudosas, pra quem? Baseada nos relatos que ouvi de mulheres de uma geração anterior a minha, posso afirmar que elas foram úteis, mas foram, graças aos céus dos quais dependiam para serem quaradas, foram... sem deixar a menor saudade! Assim como o constrangimento que a função de “lavar-quarar-secar” causava – somado ao constrangimento que sempre foi o simples ato de menstruar. Simples, natural e inevitável. Então, por que diabos deveria haver constrangimento? Dever, não deveria, mas há, e não é algo simples de se lidar, especialmente quando se é menina “recém-mocinha”, mas pode se tornar evitável, assim como hoje pode ser a própria menstruação – há, no mercado farmacêutico, uma variedade imensurável de pílulas capazes de operar “maravilhas” no organismo, consulte o seu médico!

          Dos meus tempos de “recém-mocinha” guardo, também sem a menor saudade, a lembrança do terror que era levar um absorvente na mochila da escola... Era como transportar algo ilícito – ninguém podia sonhar com isso! E como fazer para levar a mercadoria até o local de uso, no caso, o banheiro feminino? E como fazer uso de forma imperceptível? E o pior: se a necessidade se tornar imediata e o compartimento secreto da mochila estiver vazio? Neste caso, é preciso recorrer a terceiros, atravessadores, comparsas: formação de quadrilha! E o risco, de ser pega em flagrante pela guarda sempre alerta dos meninos impiedoso, aumenta... Definitivamente, o crime não compensa!

          E não bastassem todas as questões práticas que se leva anos para aprender a lidar - e os tantos traumas oriundos dessa fase a superar – ainda tem que se aturar uma série de preconceitos e mitos acerca do assunto. É como se a menstruarão fosse uma chaga – antigamente, não se podia lavar a cabeça pelo tempo que durasse a “visita” e nem ficar muito na cozinha: até os bolos desandam! É como diz a piada:
           “Eu não confio em mulher. Um bicho que sangra por 7 dias e não morre, não pode ser coisa boa”. Por favor, menos, bem menos... menos dias e menos ignorância!

          Ainda assim, lá estão as eco-feministas, pregando a valorização da feminilidade pelo reconhecimento do poder oriundo da menstruação. "Vivemos na cultura do desperdício, tudo é descartável. Quem aqui não joga sangue no lixo?", perguntou uma das palestrantes da Segunda Vermelha. Essas mulheres corajosas merecem, sim, os nossos parabéns! Regar as plantas com o sangue que o corpo descartou, definitivamente, não é tarefa para qualquer uma. Assim como não o é tomar a decisão de interromper o fluxo submetendo o organismo a fármacos. Assim como também não o é fazer uso de modernos e compactos absorventes íntimos, “que não marcam a roupa e não limitam os movimentos”, expondo-se ao risco, ainda que raro, de um SCT*. 

          Fotografia de Jairo Tx - Modelo JuB.

          Cada uma de nós sabe o que lhe é mais confortável e conveniente!

          Radicalismos à parte, que o vermelho não seja mais a cor da vergonha, da raiva, da “coisa ruim”. Demos nomes aos bois: a menstruação não é nada demais - nem de menos. Que vermelho seja a cor do poder! Poder este que me parece melhor ostentado numa bela combinação de esmalte e batom, mas, cada uma ponha o seu vermelho onde bem quiser! 


          Só não me venha dar com um cartaz na cabeça, sim. Obrigada!




          *Síndrome de choque tóxico (SCT) - doença rara, mas potencialmente fatal, causada por uma toxina bacteriana - devido pelo uso de absorventes internos.

          Num Caravaggio

          Death of the Virgin (1604-1606), Caravaggio
          Uma luz rala ilumina
          a folha em branco
          não por falta
          do que dizer
          mas talvez porque
          não saiba ela como

          ou nem tudo precise ser dito

          Do outro lado
          da janela o mundo
          dorme à noite em breu
          silenciosa e sozinha
          numa cena que mais parece
          obra de arte, um Caravaggio

          a luz, a sombra, a trama, o tom

          E ela dentro dela segue
          fingindo dormir tentando
          guardar em si tantas
          dores quanto dramas
          que um dia já foram
          segredos seus

          e o papel que lhe cabe já não está em branco.


          [NOTA IMPORTANTE: poema escrito em 07 de janeiro de 2011]

          segunda-feira, maio 16, 2011

          AM[arg]OR

          segunda-feira, maio 16, 2011 0
          By Brian Viveros
          Da próxima vez
          eu juro te fazer
          sofrer feito
          um gato
          jovem a caçar
          um rato velho
          ou uma mosca
          a buscar açúcar
          no lugar errado:
          a boca estranha
          toda aberta
          e sedenta
          a saliva a gotejar
          sem doce chamaria
          por mim clamando
          por misericórdia.
          e eu, convicta e
          resoluta desta vez
          tratar-te-ía
          mal feito
          o destino te faria
          sofrer
          e sofrer e
          sofrer
          sem ratos
          cem moscas sem
          doces sem
          misericórdia
          alguma talvez eu
          tivesse dissolvida:
          entre
          um resto de café frio
          e um pouco
          mais que dois
          torrões de açúcar.

          NOTA: Poema escrito em dezembro de 2010

          sexta-feira, maio 13, 2011

          Blavinos: Para lembrar!

          sexta-feira, maio 13, 2011 0
          A poética do Blavino foi primeiramentre publicada em Junho de 2009 na Revista SAMIZDAT #18, para a qual, nós, os autores [Volmar Camargo Junior e eu] colaborávamos. Hoje, a e-zine, infelizmente, extinguiu-se, mas os blavinos, felizmente, multiplicaram-se! Para recordar -ou apresentar, aos que ainda não conhecem- o que são os Blavinos, segue um texto [e link] que muito nos encheu de orgulho - retirado da ARTE POÉTICA, publicada por ISIDRO ITURAT, em 2010:


          3. TRABALHAR O TEXTO
                    3.9. Inovação formal - Algumas estratégias:
                       3.9.7. Através da imitação: Como no caso dos poemas visuais que reproduzem a forma de objetos físicos.

          Exemplo: o blavino*, forma poética ideada pelos poetas brasileiros Juliana Ruas Blasina e Volmar Camargo Junior. Este reproduz a imagem de um triângulo ou pirâmide, apresentando uma estrutura estrófica 1-2-3-1-3-2-1. O primeiro verso está formado por uma única palavra e os seguintes vão aumentando progressivamente o seu número de sílabas, até alcançar a estrofe de verso único central, que é a linha poética de maior medida. Na segunda metade do poema, a medida das linhas decresce progressivamente até o último verso, que também está constituído por uma única palavra.


          * CAMARGO JUNIOR, Volmar. Um resto de café frio. Volume 2: Submersão. Acesso em: 11/10/2010.


          Outras fontes de consulta indicadas pelos autores:


          Poemas Blavinos - da teoria à prática - Por Ju Blasina na Comunidade Literária BENFAZEJA


          O Poema Blavino - Por Volmar Camargo Junior, na Comunidade Literária Recanto das Letras


          A Poética do Blavinos - Por Volmar Camargo Junior e Ju Blasina, na Revista SAMIZDAT #18



          E, para elucidar, mais um Blavino meu: "um ébrio"



          "5th cup of wine (in progress)"
          By Mimi Yoon
          um

          copo
          na mão

          vazio ecoa
          de dentro do
          meu ser sedento

          por qualquer garrafa

          que traga em si
          gota de vício 
          encarnado
           
          na ânsia 
          de ser 

          ébrio

          domingo, maio 08, 2011

          O nascer de uma mãe -Crônica

          domingo, maio 08, 2011 1
          Crônica publicada no caderno Mulher Interativa 
          Jornal Agora/RS - Maio/2011

          Algo inexplicável acontece a uma mulher no momento em que ela cruza a barreira que a converte de filha em mãe.
          Reprodução
          [Como explicar o inexplicável é inconcebível e conjecturar em torno dele só nos traria perguntas e essas, por sua vez, podem até trazer uma riqueza de possibilidades em seu interior, mas, sem parir respostas, não geram crônicas e tendo este texto a pretensão de para crônica crescer, o inconcebível não nos cabe – talvez até coubesse, num esforço mútuo de autor-leitor, mas, na certa, não nos cairia bem. Fiquemos então com a mulher transformada, sem que se esmiúce o processo. Temos uma mãe, e é isso o que aqui importa].

          Ocorre uma mudança de paradigma através de um “saber-se” que se amplia e aprofunda o sentir. Citando Balzac, "o amor maternal faz-nos ver que todos os demais sentimentos são enganadores." – se não enganadores, ao menos superficiais – outros amores, por mais eternos e intensos que possam ser, esperam retornos, avaliam respostas e competem com o amor-próprio para coexistir, enquanto o amor materno consegue ser incondicional e inextinguível. Ainda que os filhos cresçam, ainda que eles tomem da mãe distância, ainda que eles partam, para tempos ou lugares inacessíveis, ainda que eles já não existam – e estranhamente, ainda que jamais tenham nascido – uma vez atravessadas a barreira da maternidade, a transformação é irreversível.

          Qual é o momento exato essa metamorfose ocorre numa mulher? Quando, afinal, nasce uma mãe? No momento do parto, definitivamente, não. Muitas dão a luz sem jamais serem iluminadas por ela. Enquanto outras são mães sem jamais terem gerado um filho. No momento da concepção? Talvez, mas não a concepção biológica da vida, até porque a consciência desse momento é mais mito do que fato. A concepção de um filho e, consequentemente, de uma mãe, se dá, acima de tudo, no plano das ideias. No pensar-se mãe, no escolher de um nome, no imaginar de um rosto, de um futuro, no conceber, mentalmente, a existência de um novo ser, uma nova vida – para si mesma.

          Sinais de que esta transformação, ainda que distante, está a caminho, podem vir de um interesse repentino em vitrines de lojas infantis, do encanto exacerbado por filhos alheios ou até mesmo, de maneira mais drástica, da geração dos primeiros filhos imaginários. Por mais inadmissível que o feminismo torne essa verdade, a maioria das mulheres só se percebe irreversivelmente apaixonada, quando começa a vislumbrar os filhos que uma nova união – ainda que meramente afetivo-sexual, e não necessariamente social – poderia gerar. E mesmo que esta união se mostre infrutífera, os supostos filhos ficam lá, guardados em algum lugar dela, com faces mutáveis e nomes próprios que não mais poderão batizar filhos de verdade.

          Infinitamente mais complexo é o sentir deixado por uma gravidez interrompida, uma vez que esta tenha sido percebida e bem-recebida por todos os sentidos de uma mulher. Ela, assim como todas aquelas mães que levam consigo filhos na memória, na saudade ou no desejo de um fato inconcebido, atravessou a barreira e, portanto, mesmo que sem a permanência de um filho que outros possam ver, soube-se mãe. E uma vez mãe, sempre mãe – pois esse é um título irrevogável e um sentimento inconfundível!
          Reprodução
          Um feliz Dia das Mães para todas aquelas que assim se sentem.

          terça-feira, maio 03, 2011

          Ela: o ser

          terça-feira, maio 03, 2011 0
          by Chiara Bautista

          Ela

          não era
          qualquer

          não era ela
          para ele mulher
          como muitas o são

          ou parecem assim

          o ser: algo que
          não se vê com
          valores que

          não se tem
          para dele

          ser




          Nota: em resposta ao poema "Me devoras com calma" escrito por V. Camargo Junior em O balcão das artes impuras

          Tudo ou nada

          Imagem: Reprodução [desse local]

          Se eu tivesse tudo
          certo que este seria
          teu
          se
          eu
          ganhasse um mundo
          dentro dele estarias
          tu
          sendo só
          e apenas
          meu
          e nada
          mais
          mas
          não temos
          não somos
          nem sabemos
          não ganhamos
          nem perdemos
          tudo como se isso
          fosse algo, fosse fácil
          fosse um jogo de papéis
          fosse uma caixa
          bonita
          fosse um par
          de meias
          brancas
          tamanho único
          que não nos cabe
          bem que nos aperta
          os calcanhares e os pequenos
          dedos - temos muitos deles
          e nada para com eles carregar
          ou menos
          ao menos
          nada é leve e
          nada nos cabe
          facilmente, pois não
          temos nada
          nada somos
          sabemos nada
          nada ganhamos
          perdemos nada
          enquanto tudo
          aquele mesmo
          tudo que uns
          dos outros
          esperamos
          frequentemente
          inutilmente
          nada mais é
          que apenas uma
          utopia distante
          (a mais)
          que nos faz
          viver seguindo
          e correndo
          em direções opostas
          em círculos
          e caindo
          em buracos
          repletos desta
          (des) ilusão constante.

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