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quarta-feira, dezembro 26, 2012

acerca dela

quarta-feira, dezembro 26, 2012 2
Para Angélica Freitas e 
(àquele 
de quem roubei 
 no Natal) 

fica a dica


Eu quero ser uma mulher daquelas
dos poemas
do livro
da Angélica Freitas

eu quero ser uma mulher
enorme
e ainda pequena
pensada
criada
crescida
parida
prensada
sofrida
querida
pela Angélica Freitas

eu quero ser
A mulher
dos sonhos dela
(desde que não sejam eróticos
ou então, pesadelos, mas
entre um e outro fico
melhor com o primeiro)

quero pensar mais
que falar
e escrever acima de tudo
acerca dela
sem reticências
sem renitências
ou implicâncias
com cacofonias
ou qualquer outro tipo
de mau
gosto ou vício

afinal
o que tem de mais
em 'ser cadela'?
deixai que seja
eu e ela (nós
em qualquer ordem)
que sejamos, porra
-porra, não (que isso
é ou finge ser um poema
de mocinhas
de calcinhas
de boas
famas e famílias)

que vez
ou outra sejamos
cadelas, sim
que ladram - e mordem!
e, uma vez satisfeitas
abanemos nossos rabos
ricos rabos
e deixemos a língua
livre, sempre livre
a correr por aí
e a lamber o cu
daqueles que amamos
- há todo um universo

nas redondezas
esperando para se deitar
e dormir
até morrer
na boca dela

por fim
eu quero caber
no útero dessa tal
de Angélica Freitas
uma mulher tão estranha
que me parece
de carne e osso
e papel – isso é algo
que me soa
tão bem que
ah...
dentro dela eu
quero estar também!

...


[enquanto escrevo
sobre o que li, me sento
e me sinto
encolhida
quietinha
quentinha
bem
pequeninha
acolhida dentro das páginas
de um livro que não é meu
tenho ele numa mão
- a aberta
enquanto a outra
permanece fechada
-é um punho!
e não passa disso
sou pacifista
e agora
ele me parece de luta
e agora?
e se parece com um útero
mas de quem?
penso que o meu
não há de ser
ele, que cabe tão bem a uma mãe
ainda é grande demais para caber
numa mão

trago o livro que não me pertence
nem em autoria nem em posse
e na outra, trago o quê?
apenas um punho pronto
e cansado de estar assim
- punho fechado quer briga
punho de útero é de guerra
mas o meu, dia-a-dia
continua em seu trabalho
árduo, tedioso
pacientemente
a se fechar
pacificamente
pronto
a esmurrar
com toda força
e carinho
novas
pontas
de velhas facas]

...


Desculpe, querida Angélica
esse poema deveria
tratar de você
e nada mais
mas, você sabe como é
imagino eu
que poemas são bichinhos
terríveis!
fazem o que querem
e como querem
e quando querem
e não devem nada a ninguém
e não estão nem aí
nem para você
tampouco para mim.
os poemas só estão aí para si mesmos
é isso
o que eu acho
mas de achismos, ismos, ismos
não se faz (bons) poemas:
desculpe a longa lida (lon galida...
- quando, diabos, isso há e ter fim?
agora) – ufas!

domingo, dezembro 16, 2012

não me venha

domingo, dezembro 16, 2012 0
Não venha me fazer
poemas
não venha pôr
na minha boca
palavras
nem deite sobre mim
seus versos
[ainda que sejam
belos, os danados]

vá ocupar-se
de algo
mais útil
do bem da humanidade
ou das meias sujas
[eu não me importo]
apenas vá
escrever
sobre qualquer outra
coisa

[embora quando o faça
eu hei de ficar magoada]

só não mais
venha fazer
sobre mim
os teus poemas
sujos, certeiros
injustos
-e a justiça
e o asseio
lá são qualidades
que caibam num poema?
que caiam
bem a um poeta?

já o erro
esse
certa-
mente
a ambos
compete
e em qualquer verso
[enquanto parte
de trás]
há de se encaixar
bem, muito bem, meu
bem.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

das pretensões

quarta-feira, dezembro 12, 2012 0
E quando entendemos tudo
errado
pretensiosamente
"supondo que"

não somos assim
habilitados a saber
das coisas
dos outros

entender o próprio erro
seria um acerto
não fosse apenas um novo tipo
de pretensão.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

da pessoa

segunda-feira, dezembro 10, 2012 0
Ele implica
com as minhas coisas
sobretudo as mais simples
implica com o meu jeito
de falar 'a pessoa'
ao me referir
a mim mesma
ou a ele
mesmo que não o faça
por mal
ele implica
e continuará implicando
ao menos assim espero
que o faça
todos os dias
a contar
de hoje
até o último
da pessoa
aqui.

domingo, dezembro 09, 2012

sobre poemas e filhos

domingo, dezembro 09, 2012 0
Li
do livro a parte única
que me era desconhecida
a parte aquela
que um autor escreve
por querer
aos seus leitores
futuros
imaginários
[des]esperados

Li
do livro a parte
primeira
aquela que fala
do que está
por vir
em símbolos gravados
dentro das páginas
dos dizeres de papel

E só
então, eu li
aquilo que ninguém
mais poderia ler
ou supor em suas mais férteis
divagações sobre o que veio
logo depois.
e lendo eu
[re] vivi
o lírico do antes
e o durante, que matou
muitos de nós
e fez nascer mais um.

Li o que não estava escrito
o que jamais será escrito
li as mentiras também
muitas que me contaram
muitas que eu contei

Li o nome do meu filho
e não gostei
como nunca gosto
de perceber
que assim como as demais
palavras que fazem versos
nenhum nome, nenhum verso
nenhum poema
é de fato
apenas
meu.

sábado, dezembro 08, 2012

conversas matinais

sábado, dezembro 08, 2012 0
Ele acordou bem
cedo
mal
abriu os olhos
vestiu a roupa
que aguardava ao lado
da cama, levantou
e saiu dela
sem ao menos dar um
beijo no rosto daquele
corpo que esperava
por ele
dormindo
quente
onde há pouco era
ao lado do seu.
guardou isso para a volta
quando então disse
'bom dia, meu anjo'
e seguiu falando sobre
o que trouxera do mercado
sem que ela pudesse abrir
os olhos e acordar
os ouvidos para acompanhar
'trouxe coisas
para o café'
disse ele, pouco antes
de listar a ela
cada
ítem
não eram muitos
mas para poucos
não serviam
'não trouxe algo
de beber?'
parecia ter
enfim acordado
um pouco
'trouxe suco
e café'
repetiu ele
meio desagradado
e desagradando
ela perguntou sobre
o álcool 'nada de álcool?'
mais um pouco
desagradado
e desagradando
ele disse
'só trouxe o básico'
'o básico?
para mim
´álcool é básico
e está acabando
todo o da casa!'
ela nem sequer abria
bem os olhos
para falar
das garrafas
ele suspirou sem saber
se ela estava certa
ou não
e mesmo assim, disse
que poderia sair
para buscar
mais
tarde
ela sorriu
mantendo os olhos
fechados
era cedo
muito cedo
cedo demais para pensar
em brigas ou bebidas
-e no lugar em que antes estava
ele agora deitava
e ingenuamente mamava
um bebê.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Sobre a pausa [e o retorno] das atividades

sexta-feira, dezembro 07, 2012 0
Caros leitores
[oi, vocês]

Aviso que a falta
de novas postagens por aqui
se dê pela minha total
[culpa? preguiça?] falta
[de vergonha na cara?]
de tempo e/ou inspiração
para encontar uma imagem
apropriada a cada novo poema
- e por conta disso
guardo meia dúzia deles
nos rascunhos, enquanto
o blog fica assim, no aguardo -
portanto, começo agora
uma nova
[e, tomara que, breve]
fase sem figurinhas
a qual eu chamo de
'não tem foto, mas é legal'
[tipo aquele lance da MTV que não deu
certo, só que... dando]
entonces, peço a vcs que
tenham um pouquinho de
paciência [com uma pobre mãe
que mal tem tempo de se coçar]
e leiam, antes que o mundo acabe
mais uma vez

obrigada

abraços
[e beijos mil]

Ju B.


[P.S.: nada me impede de postar junto a algum poema, uma imagem, contrariando essa 'proposta' de [bosta de] fase, caso eu encontre tempo ou a imagem adequada me encontre primeiro ;]

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