[P+2T] Ebook Erótico #2: Download gratuito!

quarta-feira, novembro 23, 2011

Eventos: 3° Feira Binacional do Livro de Jaguarão

quarta-feira, novembro 23, 2011 1
Aldyr Garcia Schlee - patrono desta edição do evento
De 2 a 11 de dezembro acontece a terceira edição da Feira Binacional do Livro de Jaguarão. Durante poucos dias, a fronteira entre Brasil e Uruguai se tornará imaginária. Dois povos, duas culturas que interagem até que não mais exista distinção, essa é a essência do evento que, além da comercialização dos livros, oferece espaço de fruição das mais diversas formas e expressões artísticas.

A Feira é uma realização da Prefeitura Municipal de Jaguarão, através da Secretaria de Cultura e Turismo. Na programação estão previstas sessões de autógrafo, encontro literário binacional, poesia no bar, contação de histórias, bate-papo literário, shows e atrações artísticas. Confira e participe!


Eis quando o P+2T, através de sua autora, se insere na programação:

Noite 09/12 (sexta) 22h Poesia no Bar, no Bistrô Almazen com entrada gratuita. Presença de poetas uruguaios e brasileiros;

Dia 10/12 (sábado) 16h30 Movimentos literários alternativos e independentes e a internet como ferramenta [mesa redonda]

Por Uruguai: Gabriel Sosa e Virginia Lucca

Conheça o trabalho de alguns dos autores participantes clicando sobre os nomes em destaque.

Confira a programação literária completa da 3° Feira Binacional do Livro, clicando aqui.

sábado, novembro 19, 2011

Mulher de peito

sábado, novembro 19, 2011 0
Crônica publicada no Mulher Interativa do Jornal Agora // Ilustrada por Lorde Lobo


Super peitos são superestimados. Digo isso com conhecimento de causa, uma vez que passei naturalmente de despeitada orgulhosa à peituda vaidosa - mais naturalmente impossível: bendita progesterona que não me deixa mentir [coisas da gravidez].

É comum que se associe peito a coragem, como se fosse preciso o ter em abundância, ainda que metafórica, para "encarar" o mundo [encarar o mundo com os peitos, i.e., "peitar", que também é sinônimo de subornar, procurar corromper... com os peitos - armas letais]. Por outro lado, não o ter vistoso é sinônimo de recalcaque, inveja, ressentimento - despeito.

Como ex-despeitada, posso garantir: nem todas os desejam maiores. A relação de uma mulher com os seus seios é uma relação de identidade - algumas, sim, sentem como se se eles não combinassem - seja entre si ou com o todo que os rodeia - e, por isso, desejam uma cirurgia mais que tudo na vida, mas há também as que se sentem na mais perfeita harmonia com aquilo que levam levemente em seus bojos tamanho P. O mesmo ocorre com as portadoras do extra-G: nem todas concordam que maior é melhor (aliás, nem todos, talvez só o estereótipo masculino, mas não se pode falar por uma natureza tão oposta).

Cirurgias de redução mamárias não são tão comuns como as de prótese, mas não são raras. A inserção de prótese de mamas é a mais popular intervenção cirúrgica do Brasil  - país que ocupa o segundo lugar no ranking mundial de siliconadas - só perde para os EUA, onde as meninas ganham peitos e  rinoplastia como presente de boas-vindas à maturidade: 

uma embalagem adequada ao mundo plástico que tentará as envolver a todo custo!

Mas toda mudança, estética ou não, traz consigo pormenores que não são anunciados na propaganda convidativa. Como a sobrecarga que grandes peitos representam a costas despreparadas ou o baque no orçamento que o aumento de dois ou três números no manequim peitoral pode representar - sutiãs, topes, blusas e tudo o mais que se vista por cima, vestia-se! Isso sem contar na maior de todas as mudanças: a do "eu", que já não é o mesmo, antes tão bem conhecido, e tudo o que isso acarreta:

O dormir de bruços, que já não é tão confortável, o contato físico que se torna inevitável mesmo nos abraços menos pretenciosos, o balançar que passa a acompanhar o caminhar, ainda que sejam firmes os passos, os peitos, não importa - as pequenas mudanças que acompanham as grandes são inevitáveis. O que é evitável é uma cirurgia estética mal planejada, feita pelas razões erradas, pelo profissional errado ou pela paciente errada - aquela que não sabe bem o tamanho da transformação que está prestes a sofrer.

Uma mulher de peito é aquela que encara os desafios nos olhos, independente daquilo que carrega em qualquer peça íntima. 
Não é preciso ter culhões nem peitos para ter coragem - seja para mudar, seja assumir que não se precisa de mudança. Até porque, mudança nenhuma ocorre de fora para dentro, nem pode ser escrita por bisturis ou descrita pela experiência alheia - por mais "peituda" que seja a escritora.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Manifesto pela literatura

quinta-feira, novembro 10, 2011 1
Raramente posto aqui vídeos em que meu trabalho não esteja direta ou indiretamente envolvido. Dessa vez, não é diferente - uma vez que trabalho para e pela literatura! Tenho fé em poucas, pouquíssimas coisas nesta vida, eis uma delas:

Só a literatura salva!
Salvemo-nos, enquanto há tempo ;]

Musica: Quiet Company - How do you do it
Produção: Pele de Cordeiro
Roteiro: Aline Valek
Fotografia e Edição: Marcos Felipe
Ilustração: Douglas Reis
Mãos de: Cavi Loos, Douglas Reis e Aline Valek

Tristes verdades

"I thought I told you this world is not for you" - The Strokes, Reptilia
Charm - Dave McKean

Você sabe
ou está prestes
a saber
de algumas
tristes verdades
e outras
pequenas
lindas
mentiras

Não tão pequenas
quanto é você
agora
nem tão lindas
quanto haverás
de ser
um dia

Só se vive
uma vez
uma vida
e nada além
mas isso é duro
demais para lhe dizer
então, por favor, não
pergunte antes
que eu possa responder

Mentiras
lhe darão muitas delas
desnecessárias
em sua maioria
mas nem sempre
espere de mim
a mais óbvia das respostas

Seremos uma surpresa
um ao outro
e isso é bom
não? muito
prazer em conhecê-lo
meu filho
ainda sem gênero
e sem ouvidos
pensei ter lhe dito:

"este mundo não é para você"

E ainda assim
você teima em vir
são suas as escolhas
e tudo o que me resta
a fazer é transformar
esse pequeno pedaço
do mundo em que vivemos
em um lugar melhor
para você

E é pra já
pois desconfio
que nem ele, nem você
haverão de esperar
que algum de nós
esteja verdadeiramente
pronto, então seja logo

Bem-vindo, meu bem
a um mundo cheio
de verdade
e de verdades
das quais
jamais poderei
lhe salvar
por mais que queira
ou tente, ou minta.

sexta-feira, novembro 04, 2011

Moda de bola murcha

sexta-feira, novembro 04, 2011 1
Crônica publicada no Mulher Interativa do Jornal Agora // Ilustrada por Lorde Lobo

Gravidez e moda, não combinam. Ao menos não, segundo a opinião dos lojistas - basta visitar qualquer "casa de roupas" e nela, sua sessão de moda-grávida. Isso se houver uma, o que já seria alguma coisa. Na maioria das vezes, o que se encontra é um cabideiro ralo exibindo meia dúzia de peças ultrapassadas e de um senso estético tão duvidoso que faria da toalha de mesa da sua avó uma opção mais moderna.

Mas se você não está grávida, não precisa se preocupar com isso - a menos que seja mais alta que a maioria - porque se for mais baixa, é claro que já guarda na manga, ou na barra sobressalente, uma competente costureira especialista em bainhas - ou que esteja um tanto acima ou abaixo do peso de uma modelo padrão - o que é algo entre um manequim 36 e, no máximo, um 40 que na verdade é um 38 enrustido. Agora, se você está grávida, em processo de crescimento multidimensional progressivo, querida... Bem-vinda ao clube!

A primeira coisa que muda no guarda-roupas de uma grávida é o tamanho de sutiã - o que costuma ser motivo de alegria, fogos de artifício e lágrimas de emoção, tanto da portadora dos novos 'meninos' quanto, e especialmente, daquele que tem o privilégio de acompanhar de perto o crescimento deles - marido, namorado, vizinho voyer, tanto faz. Os primeiros dois aumentos de número são uma verdadeira conquista - até porque, nesse ponto, a barriga ainda não está muito grande e, dependendo da roupa, parece que se ganhou um belo par de silicones e uns quilinhos nos lugares certos - uma maravilha. Até que o primeiro top G aperta... E o 46 estranhamente não fecha! Momento este acompanhado pelo crescimento expansivo da barriga, das ancas, das bochechas, da fome e de tudo que leva uma mulher ao encantador estado de embolotamento - estado muito encantador esse, dizem eles.

Já você, por outro lado, depois de experimentar todas as coisas possíveis e descobrir serem elas, na verdade, incabíveis, começa a blasfemar contra a magia do momento... Magia que transforma cinderelas em abóboras recheadas. Mas, tudo bem, não se sinta culpada por conta disso - e, por favor, não use a comida como forma de soterrar a culpa. Blasfêmias, neuroses e mau-humor são absolutamente normais, adequados e extremamente comuns à mulher em "estado interessante" - ou seria "estressante" - ambos, simultaneamente, digo eu [e não estou aberta a questionamentos, ok?!!].

Pois bem, depois de organizar o guarda-roupas para a nova estação e descobrir que 60% das peças, em breve, não servirão, enquanto os outros 40% já não servem, não há lugar mais urgente a se ir, a não ser aquele no qual todas vão ao se sentirem acoadas - não, não é o salão de belezas, nem a barra da saia da mãe [de clichês já bastam as campanhas publicitárias] - falo de visitar as amigas mais traiçoeiras que se pode ter: as lojas, às compras!

É uma tremenda sacanagem aquilo que as lojas chamam de 'moda-grávida".
Parecem sugerir que, junto a forma, devam ser perdidos o senso de moda e a autoestima! Eis um testemunho indignado: horas depois de um completo desperdício de tempo, paciência e esperanças de adquirir roupas apropriadas ao meu estilo - grávida, ou não - como mulher prática e moderna que sou, penso em "atitudes plausíveis" a solucionar o dilema que me assombra:

1. instaurar o nudismo gestacional como moda-verão [e ser presa e/ou demitida por conta do pioneirismo mal-interpretado]; 
2. mudar de religião [embora antes seja preciso ter uma] e aderir à burca; 
3. fazer com a Beyoncé e criar minha própria grife [ah, "barbada", se você for uma diva pop ainda mais rica que grávida]; 
4. correr, balançando os bracinhos roliços, chorando e blasfemando contra a indústria têxtil, contra os ditadores da moda, contra os designos do universo e contra tudo mais que se intrometer no meu caminho até o procon, à geladeira, ao aconchego do meu lar, ou o que vier primeiro [mas ataque de piti tem limites, mesmo para uma bomba de progesterona ambulante].

No fim das contas, torna-se compreensível a aparente obsessão das gestantes por batas e leggings [argh!] - na falta de melhores opções, veste-se o uniforme da situação. É como o "pretinho básico" da gestação - não tem graça, mas... Não tem erro - e o melhor: cabe! Só o que não cabe é se deixar ser transformada em barriga, como se a mulher que ali está não passasse agora de uma mera incubadora. Já que o bebê é tudo o que importa, dane-se "o resto" que o cerca, o gera e o carrega. A barriga torna-se o foco - e, para muitos, uma propriedade pública: nunca se viu a dona dela antes, mas, pode-se passar a mão até que saia um gênio. Vale lembrar que aquela é a parte do corpo de alguém que anda sensível, instável e que merece um pouco de respeito, e não só da indústria da moda [mas dela, também, tenha dó!]

terça-feira, novembro 01, 2011

Tecla gasta

terça-feira, novembro 01, 2011 1
Reprodução


O dedo não tem
memória
e vira
e mexe
volta ele
a apertar
aquele mesmo
botão de sempre
que nunca
jamais
lhe ofertou
o objeto
almejado

[clique]

Com o dedo
esquecido
ele insiste
e incide
na mesma
insídia

mais uma vez
e lá
vai o mesmo
dedo pesando
sobre aquele
mesmo botão

[clique]

Se um
botão não tem
a resposta
de nada
adianta
apertá-lo
uma ou mil
vezes a opressão
não cria
novas
verdades
apenas reforça
antigas mentiras

[clique]

P+2T: Especial Erótico! Baixe o seu.

Curtiu? Curte lá: P+2T no Facebook

Ou siga por email, inscrevendo o seu aqui:

 
◄Design by Pocket Distributed by Deluxe Templates
Blogger Templates