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segunda-feira, setembro 17, 2012

Algo sobre ler lindezas

segunda-feira, setembro 17, 2012 2

Reprodução

Quando se lê
algo
de alguém
que se gosta
muito
antes do escrito
os olhos brilham
e deles
para o resto
do corpo corre
um onda
feito lágrima
de sentires sem dizeres
uma coisa só
provocada ao se ler lindezas
e com ela
vem a certeza
de que
aquilo é mesmo tão lindo
como tudo
já devorado
naquela mesma fonte
e como aquilo
o que virá
logo depois
mesmo que desse
não se possa ter
lido linha qualquer
ou por não serem quaisquer
as linhas
ou por nem sequer terem sido
escritas
ainda
assim
são todas elas
lindas!

sexta-feira, setembro 14, 2012

E +2 tantos: clipe da The Sorry Shop

sexta-feira, setembro 14, 2012 3
Oh, eu, fazendo outras artes por aí, no clipe da música "Dressed to fool" [letra de Gisela Ferreira] - da banda The Sorry Shop:

(dirigido por Thiago Piccoli)

Foi tudo muito rápido: o convite, a aceitação, a filmagem... E, a julgar pela qualidade da produção, o lançamento, também! Filmamos há cerca de 2 meses, durante umas 3 horas, sem qualquer ensaio - o máximo de preparação que tive foram uns 3 ou 4 e-mails trocados com o Régis [o cabeça da coisa toda]. Filmamos numa noite fria em que não tremer foi uma árdua tarefa - e, detalhe: com o meu filhotinho de, na época, 3 meses, dormindo na peça ao lado - e tudo fluiu mais que bem, como tinha que ser!

Agora, tremendo, tremendo mesmo, fiquei eu hoje, ao ver o tão aguardado resultado - esses meninos são mesmo muito bons! Quem ainda não os conhecia, acompanhe e saiba mais do trabalho deles através da página da banda no Face, ouça essa e mais músicas, nesse endereço: 

ou faça download do álbum inteiro - Bloody, Fuzzy, Cozy - clicando aqui.

Para mim, foi uma honra e um prazer imenso participar desse segundo clipe da The Sorry Shop - eu, que já curtia muito a banda, quando li a letra da música em questão fui fisgada e nem pensei duas vezes! Confesso que queria ter feito melhor, mas... a edição foi gentil pácas, devo dizer - e agradecer: thanks a lot!

Agradeço também ao meu amado Jairo Lopes, companheiro de todos os momentos, aos meninos da banda, todos muito gentis, à Rúbia Gattelli, querida, que ficou de olho no sono do meu gordinho enquanto fazíamos arte, e, um agradecimento especial ao Régis Garcia, por me tornar a moça desse clipe fuckspecial! 

Isso foi exatamente como bem disse meu amigo Marcos Alaniz [o vocalista e marido da Rúbia]:

  Foi "poesia em forma de arte em movimento"

sábado, setembro 08, 2012

Prazo de validade

sábado, setembro 08, 2012 0

[Crônica publicada no Mulher Interativa do Jornal Agora de set/09]
Foto: Getty Images

“Guardo relógios parados
E no silêncio repousa o tic-tac eterno
Guardo calendários antigos
E já desfolhados
Meus dias passam invisíveis”

- Versos do poema "O Nada" [da mesma autora]

O mundo vai acabar. Um dia, é bem provável que sim, afinal, tudo que começa, consequentemente, termina ao menos até onde se sabe. E pelo que tudo indica, o mundo vai de mal a pior, logo, não há de durar para sempre. Aliás, quanto tempo cabe num "para sempre, para todo o sempre"? Todo e, ao mesmo tempo, nenhum: o tempo não se veste com figuras de linguagem, ele é maior, bem maior que isso. O tempo jamais será comportado!


Só existe uma coisa maior que o tempo: o nada. 

Nada é maior que o tempo. Portanto, qualquer previsão que se faça não passa de uma de mais uma tentativa pretensiosa do homem de sondar o inalcançável, de fingir e tão bem que é capaz de convencer a si mesmo, através de um nome, um número, um saber por ele inventado ter algum domínio sobre aquilo a que está sujeito e vitimado.

A humanidade vive obcecada em contar o tempo, quer seja em calendários quer seja em relógios. Mas de que adianta tanto datar?  


Datar nada mais é que limitar o tempo em números para assim facilitar nossa compreensão sobre a passagem dele. Andar no compasso do tic-tac é correr em círculos, como fazem os ponteiros, uma atrás do outro atrás do um. E desperta de vez em quando para fazer alarde sobre algo que se julga de maior importância.


Dizer que o mundo vai acabar pode até não ser de todo besteira. Agora, prever quando ele irá acabar, são outros quinhentos séculos, assim espero. O máximo que se pode prever, com a mais absoluta certeza, é quando expira a validade do cartão de crédito ou da conserva de algum produto qualquer: 2015, dizia em alguns dos meus. Ufa... Sinal que o mundo está seguro por mais uns anos, afinal, um sabonete não há de durar mais que todo um planeta ou um punhado deles, certo? Nada científico, não se anime! Nada além de mais uma de minhas teorias bestas. Aí vai outra:

É preciso um ano inteiro para superar o outro para arquivar mais uma pasta nos arquivos do passado, para “deixar pra lá” de vez. Talvez porque seja preciso uma boa dose de esquecimento para que o processo de cicatrização das memórias ocorra com sucesso ou por ser esse o tempo necessário para que toda a poeira se assente. Tanto faz. O importante é que, uma vez vivido um ano ruim, é preciso que se passe outro ano, um longo e maldito ano, de trezentos e sessenta e cinco às vezes "e seis" dias, de oito mil setecentas e sessenta horas, de quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos (tic-tac-tic) para só então zerar o placar e começar uma nova contagem.

Mas, afinal, quem está contando?

Temos todo tempo do mundo, seja lá quanto isso represente.

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