[P+2T] Ebook Erótico #2: Download gratuito!

quinta-feira, outubro 30, 2014

Declame para Drummond, declame!

quinta-feira, outubro 30, 2014 0
E eis que dia 31 de outubro acontece mais um Poesia no Bar: a 21ª edição do evento ocorre em parceria com o projeto Declame para Drummond (realizado desde 2010 pela poeta brasiliense Marina Mara) que, para comemorar o aniversário desse poeta lindo, reúne poemas, poetas e promove intervenções poéticas simultâneas em várias partes do Brasil e fora dele também. E como eu, infelizmente, não poderei estar no Poesia dessa vez, deixo o convite e presto aqui minha homenagem, da forma mais corpo presente que consegui conceber: 

Ou clique aqui para assistir ► Ju Blasina lê 'As contradições do corpo'.
  
 

 

AMORES DE ESTANTES

por Ju Blasina

Não sei pra que tanto
sofrer
por desejos
distantes
se a vida é feita
de uma incessante troca
de quereres


sobrevive-se mais
facilmente pelo não fazer
que pela satisfação
de tudo
a curiosidade por si não é fatal
mas se morta nos leva consigo
no mesmo instante


não tenho Carlos
e sobrevivo
não tenho Mario, Quintana
não tenho Clarice
ou Hilda, a Hilst
não tenho Ernest — e meu deus, eu o quero!


não tenho todos meus amantes
em minha estante
e cá estou, cheia
de amores e desejos
e espaços
vazios que esperam
por eles


mas sobrevivo... sobrevivo
porque os conheço
ainda que não os tenha
para mim
os livros nos falam mesmo
quando não estão
por perto.


Participo do Declame também esse poema que, dia 31 de outubro, estará correndo por aí junto a outros 179 poemas e poetas. É uma honra fazer parte disso! Pra ler todos eles -- e imprimir e distribuir, se tiver vontade, clique aqui Viva Drummond!

quinta-feira, setembro 18, 2014

Mulheres [in] Possíveis — o ebook #2

quinta-feira, setembro 18, 2014 0
Seguindo o mesmo estilo do primeiro ebook desse blog, Poesias +2 Tantos: Especial Erótico, de 2010, a recém-lançada segunda edição, Mulheres [in] Possíveis, mescla literatura levemente erótica (poemas e crônicas, em sua maioria) com ilustrações e fotografia de diversos artistas [Jairo Lopes, Luana Mattos e Monique Chadutt assinam as imagens] buscando assim unir alguns dos tantos versos que compõem o universo multifacetado do ser mulher representado pela própria autora, Ju Blasina, e seus alteregos. 


    "Há uma mulher olhando pela janela. É noite alta. Talvez faça frio, talvez faça calor. Não sei. Também não sei bem onde ela mora: se num quarto de hotel barato, se num apartamento conjugado. O fato indissociável que a une à noite é a janela por onde olha para tudo. De lá observa outras mulheres, paradas na esquina. Pensa que talvez faça frio ou calor demais para que elas estejam ainda lá, esperando, e a noite já vai alta e ela sabe bem quanto frio ou calor são capazes de suportar numa noite comum, dessas que apenas se vislumbra de uma janela qualquer, num dia qualquer da semana. Dia comum. Ela poderia ser qualquer coisa — alguém capaz de varar a noite numa esquina ou no recato de um quarto no alto de um prédio-, e eu penso que a mulher da janela não se diferencia tanto assim de mim ou de qualquer outra. Não sei se pode haver diferença entre mulheres.(...)"
— Texto de Marianna Collares, na  apresentação de Mulheres [in] Possíveis

Para fazer o download gratuito do ebook 
Mulheres [in] Possíveis, de Ju Blasina, 
Clique AQUI

terça-feira, setembro 09, 2014

um poema para uma poeta morta

terça-feira, setembro 09, 2014 0

créditos: reprodução
Conheci uma mulher
nova
também
poeta
cronista, escritora
também mulher
que vivia
onde eu vivo hoje
mas acabo de conhecê-la
e ela está morta

embora seu perfil, sua coluna
seus sites e os insights neles
não:
a morte virtual deveria fazer
parte dos ritos funerários.

tive com a morte
uma intimidade
semelhante àquela
que ela expressava
quando viva
e ninguém lia
ninguém
lia...
ou parecia se importar
com isso
prefiro acreditar que
ninguém lia

nem mesmo sua biografia
tão cheia de prêmios e
os planos esquecidos
no canto de um lugar comum
de escritos que eu ainda frequento
e me assombro
com um fantasma dela
preso eternamente ali.

e eu li
eu poderia ter lido antes, confesso
mão não teria feito
qualquer diferença.
pois eu li e
não não gostei
simplesmente
não gostei da poesia dela
e não vou dizer que gosto
pelo 'simples fato' dela estar morta.
ainda
que pudesse
ser eu ali.
mas não sou.

há algumas desvantagens em estar morto
uma delas é perder
[além da vida]
o direito a opinião
e em alguns casos
opinar parece mais importante
que estar
vivo.

pelo pouco que li
imagino que ela fosse
entender tamanha grosseria minha
disfarçada de sinceridade
patética
de [falta de] afinidade poética

a verdade
do que se pensa sobre
a obra
da vida de um poeta
jamais deveria ser dita
a menos que ela fosse boa
mesmo
se ele já estiver morto
- ou especialmente
nessas condições
por respeito

e o respeito muitas vezes
parece ser mais importante que
uma opinião sincera.
e é.

descubro com isso
que não posso partir tão cedo
pelo simples fato de não ter
ainda escrito
poemas premiados
poemas aclamados
poemas muito melhores
que esse
poema simplesmente
melhores

que os meus.


- Publicado originalmente em: www.revistasamizdat.com

quinta-feira, setembro 04, 2014

Poesia no Bar: 04 anos!

quinta-feira, setembro 04, 2014 0
Criado em Pelotas com a simples ideia de descobrir e compartilhar poesia de uma forma mais intimista e descontraída, o Poesia no Bar completa 04 anos de projeto. Foram 18 edições pelos bares de Pelotas, Jaguarão e Rio Grande, com a participação de poetas de Portugal, do Uruguai e de tantos lugares do nosso Brasil... Mais de 2.000 marca-páginas distribuídos gratuitamente .

A primeira edição do Poesia no Bar aconteceu no dia 11 de agosto de 2010 e, desde então, teve como marca registrada, a distribuição de marca-páginas com poemas de autores locais e da região [eu, particularmente, fui convidada a integrar o projeto - no qual já habitava em marca-páginas, interagia como convidada, e me envolvia cada vez mais - algum tempo depois de sua criação e, desde então, me reapaixono a cada nova edição].



Com o passar do tempo, poetas de outras regiões do Brasil, também vieram a colaborar com seu trabalho, promovendo um intercâmbio interessante e necessário no que tange a produção literária. Desde a sexta edição, a participação de seus representantes e colaboradores através de recitais passou a fazer parte das noites de poesia. Além disso, os eventos dão espaço para outros artífices: com música, pintura, cinema ou teatro, as leituras de poemas ganham panos de fundo ligados a outras manifestações artísticas.  

Para comemorar este momento especial, o Poesia no Bar visita cidades por onde já passou, mas é em Pelotas que começa a turnê poética. No dia 04 de setembro o grupo se reúne no Café Nosotros, a partir daí serão quatro edições. Destaque para o evento paralelo, Declame para Drummond, que é realizado simultaneamente em todo o país desde 2010. Confira a agenda e participe:

Para mais informações, acompanhe a fanpage do projeto no Facebook

terça-feira, junho 17, 2014

Turvos

terça-feira, junho 17, 2014 2

Photo by Jone Reed


Feito fumaça negra ao céu azul
a raiva consumia as meninas
- e onde antes o amor era tudo o que se via

agora isso... um abismo absurdo

era triste admitir que já não havia
lá espaço a miniatura alguma
dela refletida

nem uma lágrima sequer contida nos cantos curvos

e naqueles olhos que um dia foram tão claros
- de um verde esperança tão raro
hoje se viam vazios e turvos.

segunda-feira, junho 16, 2014

Nodo

segunda-feira, junho 16, 2014 1

Joy Hester - Little girl with book on head - 1957

A poesia é um buraco
que muda de lugar
todo dia
no meio do caminho
do poeta

é preciso andar
com um bocado de
equilíbrio
[feito se faz
quando criança
com um livro
deitado
sobre a cabeça]
e muito
muito jogo
de cintura
para não meter-se nela
-e nunca
nunca mais querer sair
mesmo em dias de chuva

a poesia é um buraco
sem fundo.

a poesia é um ponto
de partida
que muda de lugar
no meio do peito
do poeta

quem houver de tocá-lo
levianamente
com as pontas
dos dedos
há de saber que
é lá que a vida
se esconde e vibra
de verdade
no corpo do poeta.
o resto é papel

timbrado
ruído
rasgado
empilhado
vencido

e do monte de papel
que a vida nos joga
por cima, só esse
vale a lida!

a poesia é uma voz a gemer
todo
todo o dia
ainda que não se queira ouvir
ainda
que não se possa fazer algo
a respeito.

a poesia é um fardo
a pesar sobre a cabeça
do pobre poeta
[feito se faz
quando criança
com um livro
deitado
sobre a cabeça]
ou ele a carrega
ou se deixa esmagar
ilusão é pensar
que há alternativa.

a poesia é uma janela
que se abre para o lado
de dentro
de um poeta.
o inverso. o avesso
fora, o mundo
dentro, um fundo
de verdade:

há um coração
a bater
em cada poeta
e a poesia
é o nó
que lhe acorda
a poesia é um nó
enquanto a vida,
é a corda.

e é preciso de um bocado
metros e metros
dela
para que o poeta não se enforque
de vez.

sexta-feira, junho 13, 2014

Sobre a tortura de um homem santo

sexta-feira, junho 13, 2014 1
Santo Antônio [enquanto um conceito, ok?!] sempre foi um cara bacana comigo. Desde que comecei a namorar - e isso faz muuuuito tempo - sempre fui comprometida - embora eu nunca quisesse ser, simplesmente acontecia. De forma que já vivi pelo menos 4 relacionamentos de mais de 3 anos cada [e com o marido estou há quase 10]. Isso me oportunizou conhecer ótimas pessoas, ainda que elas não fossem pra mim.

Não acho que é sorte dizer que fui amada muitas vezes, porque também amei e 'desamei' quando se fez essa a única saída. Acontece que existem amores que nos fazem bem e amores que nos fazem mal. Existem amores limitados, momentâneos que, embora intensos, não são fortes ou flexíveis o suficiente pra acompanham as mudanças da gente, o fluxo da vida - difícil é admitir a hora de partir quando um amor, de tão inflexível, já se partiu.

Ser feliz não é um milagre. Não acredito que se escolha a quem amar, mas se submeter a algo que não nos faz bem... Isso, sim, é uma escolha. Não vou dizer que 'estou presa' ao melhor amor que eu poderia ter, porque amor nada tem a ver com prisão - não o tipo de amor que escolhi pra minha vida. Esse amor tem muito mais a ver com ceder e retroceder quando se faz preciso. E respeitar. E fluir!

É isso, um amor fluido. É o que ofereço e é o que tenho em troca, portanto, nenhum de nós merece um troféu por isso... Nenhum de nós quer ser canonizado. Nos merecemos. E o que temos juntos é o que queremos, o que nos basta.

A solteirice pode ser uma coisa boa, muito boa, pra quem gosta da própria companhia. Pra mim, melhor que ela só mesmo o que tenho, mas viver um amor com liberdade requer muita maturidade - algo que anda raro... (e que é bastante caro, diga-se de passagem). Então, deixemos o santo em paz que torturar uma estátua não há de trazer algo de bom. E entre algo ruim e nada... No nada existem melhores possibilidades. Boa sorte ;)

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